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Existe vida após o novo acordo ortográfico

Em vigor no Brasil desde 2009 e com uso obrigatório desde 2016, o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado por Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Porém, verdade seja dita: ele não tem tantos fãs. 

Alguns acentos e hífens sumiram, assim como o trema (você se lembra dele?), e sobram dúvidas pipocando aqui e ali. Em meio a tantas mudanças, há quem esteja tirando acento até de onde não deveria! Pois é. A boa notícia é que toda segunda-feira tem coluna nova aqui para ajudar nesses assuntos todos. 

– Não existe mais o acento agudo nas paroxítonas com ditongos abertos “ei” e “oi” na sílaba tônica. 

Isso significa que as palavras abaixo não recebem mais o acento agudo. Veja só:

(Fonte: Elaboração da autora)
(Fonte: Elaboração da autora)

Porém, atenção!

O acento ainda é obrigatório em:

– Oxítonas terminadas em “a”, “e” ou “o”, seguidas ou não de “s”: avó/avós, paletó/paletós, até, chaminé/chaminés etc.

– Oxítonas terminadas nos ditongos abertos “éis”, “éu(s)” ou “ói(s)”: réu/réus, herói/heróis, anéis, papéis, fiéis, céu, véu/véus etc.

Até semana que vem!

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Debora Capella, colunista semanal do Mega Curioso, é mestre em Estudos da Linguagem e atua nas áreas de revisão, edição, tradução e produção de textos há 15 anos.

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