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É hora de entender os porquês

O uso dos porquês é, certamente, um dos pontos que mais geram dúvidas na hora da escrita. Afinal, são quatro formas no total: por que, por quê, porque e porquê. Que tal entender melhor como elas funcionam e o raciocínio necessário para memorizar — e não errar mais?

(Fonte: Giphy)(Fonte: Giphy)

1. POR QUE (separado e sem acento)

a. Para formular perguntas (pode ser substituído por “por qual motivo”, “por qual razão” etc.): 

- Direta: Por que ela veio?

- Indireta: Gostaria de saber por que ela veio.

b. Iniciando orações adjetivas (pode ser substituído por "pelo qual", "pela qual" etc.):

Grandes são as transformações por que vêm passando as cidades.

2. POR QUÊ (separado e com acento)

Usado em final de frases ou depois de pausa acentuada. Também pode ser substituído por “por qual motivo”, “por qual razão” etc.

Os dois se dão mal por quê?

Estava um tanto confusa sem saber por quê.

3. PORQUE (junto e sem acento)

Esse é causal ou explicativo. Sempre que for possível substituir por “pois” ou por “uma vez que”, por exemplo.

Ele dormiu até tarde porque estava cansado.

4. PORQUÊ (junto e com acento)

Funciona como substantivo (sinônimo de “motivo”, “razão’’), então sempre vem precedido de artigo.

É preciso entender exatamente o porquê desse comportamento.

Espero que este resumo ajude a tornar o assunto mais fácil por aí.

Até semana que vem!

***

Debora Capella, colunista semanal do Mega Curioso, é mestre em Estudos da Linguagem e atua nas áreas de revisão, edição, tradução e produção de textos há 15 anos.

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