Napoleão e Josefina: uma história de amor conturbada

Conhecido por ser um brilhante militar e liderar várias campanhas de sucesso, Napoleão Bonaparte foi um estadista que ganhou relevância durante a Revolução Francesa — que lhe renderia a coroação de Imperador em 1804. Porém, se na guerra a vida de Napoleão rendia frutos, sua vida amorosa também lhe rendia destaque.

Nos bastidores da alta governança francesa, Bonaparte sofria de amores por Josefina de Beauharnais, uma nobre viscondessa comprometida. O romance, que parecia improvável, viveu anos de desencontros até que os dois se tornassem um dos casais mais marcantes de toda a Europa.

O nascimento de uma história de amor

(Fonte: Getty Images/Reprodução)(Fonte: Getty Images/Reprodução)

Entre 1793 e 1794, quando a Revolução Francesa estava em seu ápice, Josefina esteve a beira de morrer guilhotinada, mas conseguiu se salvar. Seu marido, o Visconde de Beauharnais, por outro lado, terminou executado. Viúva e com dois filhos, a socialite francesa passou a buscar por uma nova vida.

Então, passou a frequentar as festas do governo francês junto de sua amiga Teresa Cabarrús, esbanjando estilo e aproveitando da liberdade sexual do momento para arranjar novos amantes. Foi então que passou a se relacionar com Paul Barras, uma autoridade em alta na França.

Em uma festa dada por Barras, Josefina e Napoleão se conheceriam pela primeira vez e dividiriam uma forte atração. Os dois começariam um relacionamento como amantes e terminariam noivos após Barras decidir cedê-la a Bonaparte por ter se apaixonado por um rapaz mais jovem.

Carrossel de emoções e separação

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Com poucos dias de casado, Napoleão teve que viajar para a Itália. Diariamente, o então jovem militar francês escrevia cartas apaixonadas para sua esposa, que parecia ter emoções muito mais concisas e até mesmo evasivas. Não demorou muito para que o relacionamento se tornasse desgastado e Josefina passasse a acumular festas e amantes.

Em 1798, quando lutava no Egito por território, Bonaparte foi informado das infidelidades de sua amada — matando qualquer amor dentro dele. Mesmo sem por fim ao casamento, o líder militar decidiu se distanciar e passou a maltratá-la verbalmente e, segundo alguns, até mesmo fisicamente.

Em 1805, quando foi declarado Imperador da França, decidiu também coroar sua primeira esposa como Imperatriz. Após várias tentativas de ter um filho, entretanto, Napoleão sacramentou o divórcio no dia 14 de dezembro de 1809. Assim, sem mais poréns, a conturbada história de amor terminaria sem um final feliz.

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