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Como os pombos-correio eram treinados?

A história dos pombos-correio é uma narrativa fascinante de como a necessidade humana de comunicação inspirou a domesticação dessas aves como mensageiras.

Por meio de métodos e estratégias que permitiram que cumprissem seu papel crucial na transmissão de mensagens ao longo dos séculos, descubra agora como era o treinamento dessas aves extraordinárias!

Construindo o vínculo com o pombal

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

O treinamento dos pombos-correios começa com a criação de um laço emocional inabalável entre as aves e o "loft", ou pombal, que é seu ponto de origem. Essa conexão serve como alicerce fundamental, estabelecendo o pombal não apenas como um local físico, mas como o epicentro do lar para essas aves.

Os treinadores empregavam diversas técnicas para fomentar laços emocionais entre os pombos-correios e o pombal. Estabelecendo rotinas consistentes, como alimentação regular e cuidados de saúde, eles criavam um ambiente previsível para que as aves associassem o local de origem como algo positivo. A criação de um ambiente confortável, com ninhos acolhedores e condições higiênicas, contribuía para que o pombal fosse percebido não apenas como um ponto de partida, mas como um verdadeiro lar, motivando-os a retornar após suas missões de entrega.

A trajetória de treinamento era uma jornada gradual, começando com voos curtos nas proximidades do pombal e expandindo-se progressivamente para distâncias cada vez maiores. Durante esses voos, os pombos-correios aprendiam a reconhecer a paisagem, marcadores e outros pontos de referência cruciais para a navegação.

Treinadores observavam atentamente e guiavam os pombos, assegurando que absorvessem e memorizassem esses detalhes essenciais, reforçando a conexão entre as habilidades de navegação adquiridas e o conhecimento do pombal como ponto de retorno seguro.

Recompensas e laços positivos reforçados

Hulton Archive/Getty Images(Fonte: Hulton Archive/Getty Images)

O emprego de recompensas e a ênfase nos laços positivos desempenhavam um papel fundamental no treinamento de pombos-correios. Após um voo bem-sucedido, ao retornarem ao pombal, as aves eram calorosamente recebidas com uma série de recompensas, incluindo alimentos, água fresca e estímulos positivos. Essa estratégia visava consolidar a associação positiva entre a entrega eficiente da mensagem e a experiência gratificante para as aves, incentivando os pombos a repetirem esse comportamento.

À medida que os pombos-correios avançavam em seu treinamento, eram introduzidos em missões de longa distância. Essas missões simulavam condições do mundo real, expondo as aves a diferentes cenários climáticos e períodos do dia. Esse estágio do treinamento aprimorava sua capacidade de adaptação, tornando-os mensageiros resilientes e confiáveis em diversas circunstâncias.

O treinamento dos pombos-correios emergiu como uma verdadeira arte, combinando ciência, paciência e uma compreensão profunda do comportamento das aves. Cada fase do processo, desde o estabelecimento do vínculo emocional até a realização de missões de longa distância, destaca a maestria dos treinadores e a extraordinária capacidade de aprendizado e adaptação dessas aves, tão essenciais na transmissão de mensagens em diversos momentos da história.

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