Nova descoberta revela cidade maia congelada no tempo por um vulcão
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Nova descoberta revela cidade maia congelada no tempo por um vulcão

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Ela fica onde hoje está El Salvador, e o responsável por tudo se chama Loma Caldeira, um vulcão cuja erupção pode ter contribuído enormemente para novas descobertas sobre a sociedade maia — organização cultural pré-hispânica que vivia nos continentes americanos.

Existem muitos estudos sobre os governantes, os altares e sacrifícios, a organização global da economia e a produção agrícola dos maias, mas saber como era o dia a dia nas comunidades naquela época é algo ainda muito difícil de ser explorado.

A contribuição do Loma Caldeira é exatamente essa. Uma erupção do ano de 630 eliminou vapores e cinzas vulcânicas que encobriram as casas do vilarejo, mantendo diversos elementos conservados até hoje, quase 15 séculos depois. Uma das questões mais surpreendentes dessa história toda é a capacidade de conservação por conta do vulcão.

Entre os itens que pareciam intactos estavam cabanas com teto de palha  um tipo de cobertura que, nas condições de temperatura e precipitação de um país tropical como El Salvador, não duraria mais de duas décadas. Pois bem, no caso de Joya de Cerén, foi conservada por mais de 1,4 mil anos como se estivesse ali há pouco tempo, nem 20 anos.

Além do teto de palha, as casinhas traziam verdadeiras relíquias sobre a sociedade e a cultura cotidiana maia, como utensílios domésticos, colchonetes, ferramentas de uso diário  instrumentos de jardinagem, por exemplo —, e até o jantar dos antigos moradores foi conservado.

É por isso que os antropólogos e arqueólogos envolvidos na descoberta sugerem que os habitantes de Joya de Cerén tiveram que sair às pressas.

Hoje, turistas do mundo todo podem visitar a pequena comunidade, que desde 1993 é considerada Patrimônio Histórico pela Unesco, mas foi descoberta 17 anos antes disso — totalmente por acaso. Durante uma ação de armazenamento de grãos, comum no país, uma máquina agrícola revelou parte do teto de uma das cabanas.

Um antropólogo norte-americano que estava em El Salvador na época, Payton Sheets, da Universidade do Colorado, se interessou pela comunidade e visitou a locação. Ele ficou encantado com o estado de conservação e as perspectivas de estudo da cultura maia a partir dos novos achados.

Além de importantíssimo para o estudo da história local, o sítio arqueológico foi transformado em ponto turístico, mas a dica é: ao visitar, contrate um guia. Acompanhados de um bom tanto de história, os objetos e a estrutura local possuem muito mais sabor e se tornam bem mais interessantes!

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