Sebo espanhol encontra falsa bomba dentro de livro antigo

Sebo espanhol encontra falsa bomba dentro de livro antigo

Último Vídeo

Trabalhar com objetos antigos, como os museus e os sebos fazem, é algo surpreendente: a cada dia, um acha novo pode estar nas prateleiras sem que ninguém tenha se dado conta antes. Algo assim aconteceu na livraria Hundred Cannons, localizada em Badajoz, a 400 km de Madri, na Espanha.

Inspecionando exemplares há muito tempo parados nas prateleiras, funcionários se assustaram com o peso de um exemplar de “Os Reis Mendigos”, do francês Jean Lartéguy. Ao abri-lo, notaram que todas as páginas tinham sido minuciosamente recortadas para a instalação do que parecia ser uma bomba caseira.

livroPor fora, um livro normal; por dentro, o mecanismo de uma bomba

A polícia foi chamada e, de fato, a ameaça de bomba se concretizou. Um perímetro em torno da livraria foi evacuado para especialistas em explosivos examinarem o livro, que foi publicado por volta de 1985. Eles notaram que, apesar de realmente se parecer com algo perigoso, o mecanismo não tinha sinais de explosivos e que o cronômetro há muito tempo já tinha deixado de funcionar por falta de bateria.

Provavelmente, dado o período do livro, o mecanismo foi criado por apoiados do grupo separatista basco ETA, mas largado na metade do caminho antes de ser incluído os materiais explosivos. Curiosamente, Lartéguy é autor da teoria do “cenário da bomba relógio”, no qual a tortura é aceita em casos excepcionais, quando não existe outra maneira de conter um ataque terrorista em andamento – caso a bomba relógio tenha sido instalada em um local secreto, por exemplo, “aceita-se” que um terrorista capturado seja torturado a fim de revelar o lugar do ataque.

***

Você conhece a newsletter do Mega Curioso? Semanalmente, produzimos um conteúdo exclusivo para os amantes das maiores curiosidades e bizarrices deste mundão afora! Cadastre seu email e não perca mais essa forma de mantermos contato!

Você sabia que o Megacurioso está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.