Super-heróis: uma galera acredita que nosso olhar tem superpoderes
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Super-heróis: uma galera acredita que nosso olhar tem superpoderes

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Você, quando era criança, muito provavelmente já ficou olhando pra uma porta e quase morreu de alegria quando ela se moveu, achando que tinha superpoderes e que seu olhar canalizava energias mentais. Pois bem, de acordo com uma pesquisa feita por Michael Graziano, da Universidade de Princeton, muita gente ainda acredita que nossos olhos realmente podem emitir energia.

Graziano perguntou para 724 pessoas se elas acreditavam que pessoas poderiam exercer algum tipo de força através dos olhos e 5% desse grupo respondeu que sim. Embora na pergunta direta o resultado pareça pequeno, foi no teste de reação subconsciente que a coisa ficou maluca.

O professor mostrou 157 imagens que continham tubos de papel de diferentes tamanhos e um rapaz, chamado de Kevin, olhando para elas – em algumas situações com uma venda e, em outras, sem. Os participantes, então, tinham que dizer quantos graus eles acreditavam que os tubos poderiam ser inclinados antes de caírem.

O resultado desse exercício foi de que as pessoas julgavam que, quando Kevin estava olhando para os tubos, eles poderiam ser inclinados com mais ângulo para perto dele do que para longe, como se houvesse uma "força" emitida por Kevin que segurasse o tubo em um ângulo maior quando inclinado em direção a ele e que, por outro lado, daria um impulso para cair quando inclinado na direção oposta ao sujeito. No entanto, quando Kevin estava vendado ou quando era dito que o tubo era de um metal pesado, a diferença deixava de existir.

A diferença, numericamente, era pequena: 0,64º, mas que, estatisticamente, pode dizer muita coisa. De acordo com os cálculos de Graziano, a estimativa que resultou na diferença é de que Kevin conseguiria exercer uma força equivalente a uma brisa leve apenas com seu olhar.

O estudo de Graziano faz parte de sua especialização no estudo do espaço peripersonal, a chamada "bolha", que define como nos relacionamos com objetos inanimados e também com outras pessoas, e evidenciam uma teoria do professor de que as pessoas constróem um modelo rico e implícito sobre a atenção visual ativa dos outros.

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