10 procurados estrangeiros que receberam abrigo no Brasil

10 procurados estrangeiros que receberam abrigo no Brasil

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O compromisso de não extraditar estrangeiros, que surgiu ainda no final do século XIX, fez do Brasil um destino bastante promissor para procurados internacionais em fuga. Não é à toa que volta e meia se escuta no noticiário sobre a prisão de algum acusado internacional e os pedidos de extradição de seu país natal. Tudo em vão.

A lista de procurados estrangeiros que já foram abrigados pelo Brasil é extensa, sem contar os tantos outros que sequer são presos e se escondem por aqui. Entre os “protegidos” estão ex-ditadores, nazistas, entre outras figuras pouco “queridas” em seus países.

1. Ronald Biggs

Biggs foi preso um ano depois de participar do famoso assalto ao trem pagador, em Glasgow, na Escócia, em 1963. Depois de fugir, ele desembarcou no Rio de Janeiro em 1970 e foi reconhecido quatro anos depois. Mas ele não foi extraditado porque a namorada — brasileira — estava grávida. Ele chegou a se tornar uma verdadeira celebridade no Brasil e, em 2001, resolveu voltar para a Inglaterra, onde foi detido assim que tocou o chão. Ele faleceu em 2013, quatro anos após ganhar condicional. As bandeiras do Reino Unido e do Brasil foram colocadas em seu caixão.

(Foto: AFP)

2. Albert Pierre

Acusado de assassinar, torturar e violar os direitos humanos dos opositores ao regime de seu país, Albert Pierre foi parar em Fernando de Noronha. Ele era ex-chefe da polícia secreta do Haiti e veio para o Brasil depois da queda do governo de Baby Doc Duvalier, em 1986. O fim do governo fez milhares de pessoas fugirem do país e ele era um dos principais procurados haitianos.

(Foto: Reprodução)

3. Cesare Battisti

Condenado a 12 anos de prisão na Itália após o suposto assassinato de quatro pessoas em 1979, Cesare Battisti, ex-membro do PAC (Proletários Armados do Comunismo) fugiu para o Brasil depois de passar pela França. Em 2007, ele foi detido no Rio de Janeiro com documentos falsos. Em 2011, o STF (Superior Tribunal Federal) decidiu não extraditá-lo, mas em dezembro de 2018 os italianos por fim conseguiram a extradição e hoje ele cumpre pena em seu país natal.

(Foto: AFP)

4. Roger Pinto Molina

Acusado de participar do massacre de Porvenir em setembro de 2008, o ex-deputado boliviano Roger Pinto Molina se refugiou na embaixada brasileira de La Paz em 2012 e conseguiu asilo político no Brasil. Ele fugiu da Bolívia com a ajuda de autoridades brasileiras. Molina morreu em Brasília em 2017.

(Foto: Wikimedia Commons)

5. Alfredo Stroessner

À frente do governo paraguaio entre 1954 e 1989, o ex-ditador Alfredo Stroessner teve o mais longo mandato da história da América do Sul ao “vencer” seis eleições. Ele é considerado responsável por 900 assassinatos e desaparecimentos. Stroessner viveu como refugiado no Brasil e morreu em Brasília, em 2006.

(Foto: Wikimedia Commons)

6. Achille Lollo

Combatente do grupo italiano Poder Operário, Achille Lollo foi condenado a 18 nos de prisão por dois homicídios cometidos quando o grupo incendiou uma casa. Ele foi preso em 1993 no Rio de Janeiro, mas a extradição foi negada.

(Foto: Il Messaggero/Reprodução)

7. Olivério Medina

Integrante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as conhecidas Farc, o ex-padre Olivério Medina foi preso no Brasil em 2000 e em 2005. Em 2006, conseguiu o status de refugiado.

(Reprodução: Youtube)

8. George Bidault

Criador do grupo Organisation Armée Secrète, o ex-primeiro-ministro da França, George Bidault era opositor da política do ex-presidente Charles de Gaulle de conceder independência à Argélia. O grupo criado por ele é acusado de provocar a morte de 2 mil pessoas em atentados entre 1962 e 1963. Ele fugiu para o Brasil, onde viveu por quatro anos até ganhar anistia na França.

(Foto: Wikimedia Commons)

9. Pietro Mancini

Condenado por assassinato na Itália, Pietro Mancini participou da organização do movimento Autonomia Operária. Mancini fugiu para o Brasil, que negou sua extradição em 2005. Aqui, naturalizou-se brasileiro, criou uma produtora e trabalhou em campanhas eleitorais.

10. Gustav Wagner

Responsável por selecionar quem seria utilizado em trabalhos forçados e quem seria enviado para as câmaras de gás, Gustav Wagner era membro da SS e trabalhou no campo de extermínio de Sobibor, na Polônia. Apelidado de Fera e Lobo, ele fugiu ao fim da Segunda Guerra Mundial, para escapar da execução. Wagner chegou ao Brasil em 1950 e morou em Atibaia até 1978, quando foi encontrado pelo “caçador de nazistas” Simon Wisenthal. O Brasil rejeitou pedidos de extradição de Israel, Polônia, Áustria e Alemanha, mas em 1980 ele foi encontrado morto com uma faca no coração. As autoridades consideraram o caso como suicídio.

(Foto: Wikimedia Commons)

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