Jejum intermitente é bom mesmo?

Jejum intermitente é bom mesmo?

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O jejum intermitente ficou bem famoso no mundo das dietas. Mas será que ele funciona mesmo? Segundo Mark Mattson, professor de neurociência da Universidade John Hopkins, esse tipo de dieta pode, sim, fazer parte de um estilo de vida saudável.

Mattson estuda o impacto dessa forma de jejum há 25 anos, sendo adepto do modelo há 20, e lançou um novo artigo no New England Journal of Medicine para ajudar a esclarecer a ciência e aplicações médicas para ajudar profissionais de saúde a guiarem pacientes que quiserem tentar.

Segundo o professor, várias pesquisas com humanos e animais comprovaram que alternar entre momentos de jejum e de alimentação auxiliam a saúde celular, melhoram a regulação da glicemia e aumentam a resistência ao estresse. Também ajudam a diminuir a pressão sanguínea, os níveis lipídicos no sangue e desaceleram a frequência cardíaca em períodos de descanso.

Reeducação alimentar

Outro ponto positivo é que esse estilo de dieta pode ajudar na obesidade e diabetes. Em dois estudos realizados no Hospital Universitário do Sul de Manchester com 100 mulheres acima do peso, aquelas que adotaram o jejum intermitente melhoraram a sensibilidade à insulina e perderam mais gordura na barriga, dois fatores essenciais para o controle da doença.

Mattson também afirma que testes clínicos na Universidade de Toronto, no Canadá, sugerem que jejuar pode melhorar a memória e evitar a neurodegeneração e demência. Mas ainda é necessário mais trabalhos científicos para comprovar isso.

Caso tenha despertado seu interesse em tentar essa dieta, é preciso sempre lembrar que demora um pouco para o corpo se acostumar, e você provavelmente vai ter que lidar com as crises de fome e irritabilidade no começo. O professor sugere procurar acompanhamento médico e aumentar a duração e frequência dos tempos de jejum durante vários meses. Afinal, toda reeducação alimentar precisa ser realizada com calma para ter efeito.

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