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Que tal usar um banheiro público transparente?

Banheiros públicos são sempre uma temida caixinha de surpresa, nunca temos certeza se o local vai estar limpo o bastante para fazer as necessidades ou tão caoticamente sujo que a única vontade é sair correndo. Mas e se você pudesse conferir o estado da instalação sem nem precisar entrar?

Pensando nisso, a Nippon Foundation, uma organização sem fins lucrativos japonesa, decidiu lançar o “The Toilet Project” em Shibuya, uma das áreas mais movimentadas de Tóquio. O projeto foi realizado no início do ano e empregou 16 arquitetos experientes em uma transformação completa de 17 banheiros nos parques públicos, todos contando com paredes transparentes.

(Fonte: Nippon Foundation/Reprodução)(Fonte: Nippon Foundation/Reprodução)

Como assim transparentes?

Quando estão vazias, as cabines projetadas por Shigeru Ban ficam totalmente translúcidas, com cada tipo recebendo iluminação em uma cor diferente (masculino, feminino e para deficientes). E na hora que alguém precisa utilizá-las, a tecnologia smartglass deixa todas as divisórias opacas, garantindo a privacidade.

Quando não estão sendo utilizados, os banheiros também ajudam a iluminar os parques. (Fonte: Nippon Foundation/Reprodução)Quando não estão sendo utilizados, os banheiros também ajudam a iluminar os parques. (Fonte: Nippon Foundation/Reprodução)

Segundo a instituição, o intuito é permitir que as pessoas verifiquem o estado de limpeza e tenham certeza de que não tem ninguém mal intencionado as esperando, além de criar um espírito de hospitalidade, para que cada indivíduo deixe o local em condições aceitáveis para o próximo usuário.

Experimento aperfeiçoado

Esta não é a primeira vez que o Japão tenta empregar banheiros públicos translúcidos. Em 2014, a cidade de Oita tentou um projeto similar, porém as paredes contavam com um detector de movimentos para ficarem opacas. Infelizmente não foi uma boa ideia, afinal, se o sensor não captasse nada por 35 segundos consecutivos, a cabine ficava transparente de novo. Que bom que a Nippon Foundation aprendeu com esse caso e tentou um método diferente, não?

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