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Airparks: as comunidades onde aviões são mais comuns que carros

Cansado do isolamento social? Que tal descer até sua garagem, entrar no seu avião e dar um rolé pelos céus do Brasil? Isso que aqui ainda é um sonho, é realidade em muitos lugares. Antes restritos a milionários e atores famosos, como John Travota, os airparks, ou comunidades fly-in, são bairros residenciais projetados para pessoas que têm aviões e quintais para estacioná-los.

Fonte: Wikimedia Commons/ReproduçãoFonte: Wikimedia Commons/Reprodução

Existem atualmente cerca de 650 desses residenciais chamados airparks ao redor do mundo. O fato de serem pouco divulgados talvez esteja ligado ao fato de a maioria de nós não ter dinheiro nem para pagar o DPVAT de um carro financiado, quanto mais uma casa capaz de ter um avião estacionado na calçada.

No entanto, para quem estiver interessado, uma busca no portal Zillow, a maior imobiliária online do mundo, revela a existência de uma casa disponível em Cameron Airpark Estates na Califórnia, nos EUA, um dos mais belos airparks que existem atualmente. O valor do imóvel, em um lugar que tem mais aviões do que automóveis nas ruas, é de US$ 1,5 milhão, cerca de R$ 8,5 milhões.

Como é um residencial air park?

Fonte: Daniel Kurywchak/ReproduçãoFonte: Daniel Kurywchak/Reprodução

Além de serem muito caros, os airparks possuem algumas diferenças básicas em relação aos condomínios residenciais de luxo convencionais, como aviões estacionados nas calçadas, garagens do tamanho de hangares e ruas largas o suficiente para que uma aeronave leve, com 30 metros de largura, possa taxiar.

Além disso, os sinais de trânsito e as caixas de correio têm que ser mais baixos para não serem atingidos pelas asas dos aviões. Em compensação, se você tivesse um airpark desses no Rio de Janeiro, por exemplo, poderia viajar para São Paulo em quarenta minutos, em vez das seis horas de carro, sem contar o trânsito.

Fonte: Nona Air Park/Instagram/ReproduçãoFonte: Nona Air Park/Instagram/Reprodução

Ainda que você tenha um jato particular, o tempo gasto para ir até um aeroporto, de carro, e aguardar liberação do seu voo é infinitamente maior do que simplesmente pegar seu avião na garagem, ir até a pista compartilhada, e subir aos céus quando lhe der na telha.

Segundo a revista Insider, 50% dos residentes no Cameron amam veículos, ou seja, as garagens do condomínio devem abrigar, além de aeronaves, uma respeitável coleção de veículos.


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