A curiosa (e não tão romântica) história do beijo

Por mais que isso possa soar surpreendente para alguns beijoqueiros de plantão, o beijo na boca não é algo universal entre os seres humanos e até hoje não é utilizado por algumas culturas espalhadas pelo mundo. Esse é um fator indicativo de que talvez esse ato não faça parte do comportamento natural dos seres humanos e completamente intuitivo.

Então, se o beijo é algo que nos foi ensinado com o passar dos séculos, de onde tiramos essa informação? Ao longo das décadas, diversas teorias foram fundamentadas sobre o tema e pesquisadores encontraram algumas evidências que apontam para um ponto de origem.

O beijo na natureza

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay)

Uma das hipóteses sustentadas para a origem do ato de beijar viria da reprodução do "beijo de alimentação", o processo no qual as mães alimentam seus filhotes passando comida mastigada pela boca. Em algumas culturas indígenas, o beijo de alimentação é praticado até hoje enquanto o beijo social não encontrou espaço.

Porém, o beijo social está longe de ser um comportamento único dos seres humanos. Por exemplo, primatas como os bonobos frequentemente aparecem se beijando. Além deles, cachorros e gatos adoram lamber o focinho de seus parceiros, e até mesmo alguns caramujos engajam em uma interação com as antenas.

Na natureza selvagem, entretanto, esse tipo de interação pode ser visto menos como um beijo tradicional e sim como uma ferramenta sensorial de comunicação, que implica em um ato de fortalecimento da confiança e do laço entre seres vivos. 

Beijo romântico

(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

No livro erótico Kama Sutra, que data para o século II, um capítulo inteiro descreve os diferenciados tipos de beijo. Alguns sociólogos sugerem que os gregos tenham aprendido sobre o beijo através dos indianos após Alexandre, o Grande, ter invadido a Índia em 326 a.C. 

Por outro lado, isso também não significa que os indianos tenham inventado o beijo. Durante o século V a.C., o historiador Heródoto relata como os persas cumprimentavam homens de posição igual com um beijo na boca e aqueles de posição ligeiramente inferior com um beijo na bochecha.

Entretanto, foi apenas com os romanos que a prática foi ser difundida, que beijavam seus parceiros ou amantes, familiares, amigos e governantes. Na época, os beijos cumpriam objetivos políticos e jurídicos, como também sociais e sexuais. Com a queda do Império Romano, o beijo romântico chegou a desaparecer por alguns séculos, mas acabou retornando durante o século XI. 

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