Por que alguns RGs têm letras na composição?

O registro geral (RG), ou carteira de identidade, além de ser um dos principais documentos de identificação para os brasileiros, tem algumas particularidades que dependem da região do país onde você nasceu. Por exemplo, você sabia que alguns RGs têm letras no início e no fim da sequência de caracteres que define o registro nacional de uma pessoa?

Por mais que o padrão por todo o país seja pelo uso exclusivo de números — seja com ou sem o chamado dígito verificador no fim da sequência —, nem sempre tudo foi assim. Então, vamos entender um pouco mais sobre como funciona a formulação desses documentos nacionais e qual a função de cada órgão emissor nesse processo.

Autonomia do estado

(Fonte: Secretaria de Segurança de São Paulo)(Fonte: Secretaria de Segurança de São Paulo/Reprodução)

O que muitas pessoas não sabem é que a emissão do RG não é exatamente uma responsabilidade do governo federal, e sim de cada estado da União. Cada unidade federativa tem autonomia para gerar seu próprio sequenciamento de caracteres nos documentos que emitem, podendo ou não incluir letras na composição.

Um dos exemplos disso era o que acontecia em Santa Catarina. No passado, o estado localizado no sul do Brasil usava os códigos 1/R, 2/R etc. para identificar qual município foi responsável por imprimir o documento. Algo parecido ocorreu em Minas Gerais mais recentemente.

Em Minas, os RGs podem acabar levando a sigla MG ou até mesmo RGM (Registro Geral Mineiro) em seu sequenciamento para deixar evidente que foi emitido no estado. Por conta dessa falta de padrão ao longo do país, a maioria dos formulários exige que as pessoas informem o órgão emissor e estado de origem do RG na etapa de preenchimento. 

Curiosidades sobre o RG

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay/Reprodução)

Ao contrário do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), os RGs podem tranquilamente ter números repetidos em diferentes estados, ou seja, se atualmente o Brasil tem 26 estados e o Distrito Federal, é possível que 27 RGs com o mesmo sequenciamento sejam emitidos para pessoas diferentes.

Outro dado interessante é que não existe nenhuma restrição legal para que uma pessoa tenha mais de um RG, desde que não seja em um mesmo estado. Portanto, caso você quisesse emitir um RG para cada unidade federativa, isso seria perfeitamente possível — apesar de nem um pouco aconselhável. 

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