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Estados Unidos aprova a primeira camisinha para sexo anal

Nos últimos dias, a Food and Drug Administration (FDA), que faz parte do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, aprovou a comercialização do primeiro preservativo rotulado e feito especialmente para sexo anal: o ONE Male Condom. 

Apesar de o uso de preservativos sempre ter sido algo comentado na educação sexual básica do país, até então os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA não haviam uma resolução específica a respeito de proteção durante o sexo anal e oral — sendo orientado sempre o uso das camisinhas convencionais. Entenda o que causou a decisão!

Proteção contra doenças

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Segundo o comunicado emitido pelas autoridades norte-americanas, o risco de contrair HIV é uma realidade, independente do tipo de exposição sexual. No entanto, o sexo anal desprotegido tem o maior risco de transmissão potencial da doença entre todos os fatores.

Estudos indicam que parceiro receptor de sexo anal tem cerca de 1,4% de risco de infecção, enquanto o risco durante o sexo vaginal cai para 0,08%. O principal motivo para isso acontecer é porque o tecido frágil e poroso do reto, a alta carga viral do sêmen e do líquido pré-ejaculatório, geram uma combinação de fatores de risco.

"A autorização da FDA de um preservativo especificamente indicado, avaliado e rotulado para relações anais pode melhorar a probabilidade de uso de preservativos durante as relações”, afirmou Courtney Lias, diretora do Gabinete de GastroRenal do Hospital Geral e Dispositivos de Urologia da FDA.

Estudos avançados

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

Antes de realizar o anúncio oficial da autorização, a FDA divulgou em conjunto um estudo que comprova a segurança e eficácia do preservativo masculino ONE — feito com um grupo de 52 homens que fazem sexo com homens e 252 homens que fazem sexo com mulheres.

Todos os participantes tinham idade entre 18 e 54 anos. Em comparação com os preservativos convencionais de látex disponíveis no mercado, as diferenças são praticamente imperceptíveis, tendo taxa de falha de 0,68% para relações anais e 1,89% para relações vaginais. 

No entanto, o grande diferencial está relacionado à lubrificação. Segundo o relatório da FDA, os preservativos para uso anal são mais compatíveis com o uso de outros lubrificantes, diminuindo os riscos da borracha se romper ou ter furos microscópicos. A partir de agora, os EUA devem utilizar os dados do preservativo ONE como base para que outros produtos do gênero sejam aprovados. 

Sexo seguro

(Fonte: Shutterstock)(Fonte: Shutterstock)

A decisão tomada pela FDA é mais um passo importante para que as taxas de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) continuem caindo nos próximos anos. Embora as infecções por HIV tenham apresentado uma queda de 8% entre 2015 e 2019, o processo reverso estava acontecendo com as DSTs.

Inclusive, 2019 marcou o sexto ano consecutivo com aumento de casos. Nesse mesmo período, as taxas de sífilis em recém-nascidos quadruplicaram. Além disso, homens gays e bissexuais representaram cerca de metade de todos os casos de sífilis primária e secundária naquele ano.

Por esse motivo, o governo estadunidense entende que o uso de proteção durante relações sexuais é a melhor medida para lidar com esse problema de saúde e para que as próximas gerações tenham mais acessibilidade ao sexo seguro. 

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