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Por quanto tempo os gatos podem ficar sozinhos em casa?

Quem acha que os gatos são animais indiferentes está bastante enganado, afinal, apesar do ar de independência que exalam, eles também amam e se apegam aos seus tutores — embora nem sempre demonstrem isso de uma forma mais óbvia.

No entanto, quando se trata de deixar o gatinho sozinho em casa, algumas dúvidas surgem: como evitar que ele fique deprimido? Para quem encontra a casa bagunçada quando retorna, como acabar com o tédio deles? E, talvez, o questionamento mais importante: afinal de contas, por quantas horas os gatos podem ficar sozinhos em casa?

Por quanto tempo os gatos podem ficar sozinhos?

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

Deixar o animal sozinho pode ser desafiador por diferentes motivos, começando pela saudade que sentimos, mas a verdade é que do ponto de vista do felino, o período varia. No caso do animal filhote, por exemplo, é recomendado evitar deixar o gatinho sozinho por mais de 6 horas. Até porque é necessário se certificar que ele esteja bem alimentado e confortável com maior recorrência, considerando ainda que ele tende a ter energia de sobra.

Mas quando estamos falando de animais na fase adulta, isso já muda. Em entrevista à Reader's Digest, Michael Thompson, especialista em comportamento felino da Pets Food Safety, aponta que é possível deixar o animal sozinho por até 48 horas — acima disso, definitivamente não é recomendado. No entanto, as ressalvas sobre manter o gatinho com fácil acesso à água, comida e caixa de areia permanecem valendo.

O que provavelmente gera a dúvida e torna essa questão tão pertinente são as diferentes circunstâncias que envolvem o felino. Por exemplo, um animal adotado recentemente passa por um período de adaptação até estar acostumado com a rotina do seu novo lar — o que pode levar dias ou semanas. Ao longo desse período, a possibilidade dele se sentir estressado ou deprimido quando ficar sozinho por muito tempo é maior.

De olho no comportamento

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

Os cuidados valem até mesmo para gatinhos com uma personalidade mais arisca, pois é necessário se certificar que o animal esteja se alimentando durante a ausência do tutor. Assim como os cães, os gatos podem desenvolver alguns transtornos, como a ansiedade.

E, nesse cenário, além de ver pelos se espalhando pela casa em quantidades acima do esperado, não raramente eles apresentam alguns comportamentos destrutivos, como lamber a própria pata de forma excessiva. Felizmente, há formas de evitar isso, como aproveitar o tempo ao lado do animal para mantê-lo estimulado, com brincadeiras, carinho e bastante atenção ao seu comportamento.

Além disso, é importante ir trabalhando aos poucos a noção de que ele vai permanecer sozinho em casa por algum tempo. Se possível, mantenha uma rotina de horários, para que o felino ganhe uma maior consciência de que em questão de tempo estará acompanhado novamente.

E quando chegar a hora da separação, é importante buscar um ambiente em que ele se sinta mais confortável, sem prendê-lo preso num local escuro ou com acesso a espaços que ofereçam qualquer tipo de risco.

Por fim, vale investir em voltar para casa com petiscos ou algum brinquedo que agrade o gatinho, assim, além de alegre, ele ficará mentalmente exercitado com a surpresa.

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