(Fonte da imagem: Reprodução/NASA)

De acordo com uma notícia publicada pelo site Universe Today, pela primeira vez astrônomos encontraram evidências de uma estrela devorando um planeta durante a sua transição de anã amarela para gigante vermelha, em um processo que pode acontecer com o nosso Sol.

Os astrônomos observaram que a gigante “assassina” — chamada BD+48 740 e um pouco mais velha que o nosso Sol — apresenta grandes quantidades de lítio, um composto que normalmente não é encontrado em estrelas mais antigas.

Com a boca na botija

Segundo apontaram os cientistas, a única explicação para que uma gigante vermelha apresente esse elemento é que ela tenha consumido algo tão massivo quanto um planeta. Em outras palavras, a estrela devoradora de astros foi pega com a boca na botija!

Outra evidência encontrada pelos astrônomos foi um segundo planeta bastante volumoso — com uma massa pelo menos 1,6 vezes maior do que a de Júpiter — apresentando uma órbita elíptica um tanto quanto irregular, provavelmente causada pela morte do primeiro planeta.

Um dia o nosso Sol deverá consumir todo o hidrogênio presente em seu núcleo, passando a queimar o seu conteúdo de hélio depois disso. Isso fará com que o seu núcleo se contraia e se torne ainda mais quente, provocando, eventualmente, uma expansão que deixará a nossa estrela com o dobro do tamanho atual, além de fazer com que a sua temperatura também aumente, tornando-a uma gigante vermelha dentro de 5 bilhões de anos.

Fontes: Universe Today, DVICE, The Astrophysical Journal e Eberly College of Science