Copa do mundo: se no Brasil as coisas vão mal, no Qatar elas vão ainda pior
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Copa do mundo: se no Brasil as coisas vão mal, no Qatar elas vão ainda pior

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Você já deve estar cansado de ouvir todo mundo reclamando sobre os atrasos, desorganização, superfaturamento etc. relacionados com os estádios da copa. Pois não pense que é só por aqui que os problemas acontecem não. Como você sabe, depois do Brasil, vai ser a vez da Rússia sediar os jogos e, depois dela, em 2022, será a vez do Qatar que, por sinal, já está adiantando a construção da infraestrutura necessária para receber o evento.

Mas, além da polêmica sobre o estádio que lembra uma parte da anatomia feminina, segundo o Smithsonian.com, outro aspecto relacionado com as obras no Qatar também está dando o que falar. Estimativas apontaram mais de 900 trabalhadores já perderam as vidas nas construções, e, se as mortes continuarem nesse ritmo, até a conclusão dos trabalhos, um número equivalente ao das vítimas do atentado ao World Trade Center terá perecido nas edificações.

Mão-de-obra escrava

Fonte da imagem: Reprodução/The Guardian

De acordo com a matéria, atualmente existe 1,2 milhão de imigrantes no Qatar trabalhando na área da construção civil, e é esperado que nos próximos anos outro milhão se una a esse contingente. A maioria é composta por nepaleses, indianos, paquistaneses, bengalis e cingaleses e, de acordo com a ITUC — Confederação Sindical Internacional —, esses operários são basicamente tratados como escravos.

Muitos revelaram que são obrigados a trabalhar expostos a temperaturas superiores aos 50 °C e que não é raro que empregadores retenham seus salários durante vários meses. Isso sem falar dos que têm os passaportes confiscados e, portanto, não podem deixar o emirado. Os trabalhadores também reclamaram de não ter acesso à água potável gratuita, e a fome apareceu como mais um fator preocupante.

Milhares de vidas

Fonte da imagem: Reprodução/Smithsonian.com

Investigações apontaram que muitos dos alojamentos, além de estarem superlotados, não oferecem as mínimas condições de moradia. Aliás, a coisa anda tão crítica que 30 trabalhadores nepaleses se refugiaram na embaixada de seu país e deixaram o Qatar acusando seus empregadores de não terem feito o repasse de seus salários. E nós reclamando das condições aqui no Brasil...

Só para que você tenha uma ideia, durante a preparação dos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, na Rússia, um total de 25 mortes foi registrado em acidentes de trabalho. Aqui no Brasil, apesar da avalanche de críticas e protestos, o número oficial de fatalidades é de apenas 6. No Qatar, por outro lado, se as condições não melhorarem, pelo menos 4 mil trabalhadores terão perdido suas vidas nas obras até 2022. Viu só? As coisas não estão complicadas só por aqui não!

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