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De acordo com o site Science Now, uma equipe internacional de cientistas parece ter identificado o conjunto de genes responsável por estimular a inteligência humana. Aparentemente, em vez de existir um único gene responsável por essa característica, na verdade, contamos com uma combinação de variantes genéticas que, quando combinadas, podem estimular a inteligência.

Para chegar a esta conclusão, a equipe analisou uma combinação de dados genéticos, testes de QI e exames de neuroimagem de um grupo de 472 indivíduos, formado por 85 pares de gêmeos idênticos, 100 de não idênticos e pelos demais irmãos destes, que não eram gêmeos.

Ao avaliar as estruturas e funções cerebrais desses indivíduos, os pesquisadores conseguiram identificar algumas variantes genéticas associadas com o tamanho do crânio e o volume do hipocampo — estrutura cerebral crucial para o aprendizado e a memória — que estariam relacionadas a um melhor desempenho nos testes de QI.

Combinação de fatores

Embora 20 marcadores genéticos relacionados com a inteligência já tivessem sido identificados anteriormente, nenhum deles parecia ter uma relação significativa com o desempenho nos testes. Entretanto, ao avaliar as variantes identificadas, os cientistas observaram que uma delas, por exemplo, era responsável por uma melhora equivalente a 1,29 pontos nos testes de QI, o que, aparentemente, é bem expressivo.

Além disso, os pesquisadores descobriram que existem mais variantes, 24 delas, na verdade, associadas a 6 diferentes genes, todas relacionadas à integridade estrutural das principais conexões cerebrais. E mais: tais variantes, quando combinadas, parecem amplificar os efeitos umas das outras, ou seja, os cientistas observaram que, quanto mais variantes um determinado indivíduo apresentava, melhor era o seu desempenho nos testes de QI.

Embora o estudo tenha sido contestado por alguns membros da comunidade científica, que alegam que a amostragem avaliada ainda é muito pequena ou que o tipo de material empregado é pouco convencional para este tipo de pesquisa, o estudo mostra que ainda temos muito que aprender sobre como funciona a interação entre os fatores genéticos e que não existe um gene da inteligência, mas sim uma combinação de variantes.

Fontes: The Journal of Neuroscience, Science Now e io9