Cientistas japoneses criam banco de esperma para animais em extinção
41
Compartilhamentos

Cientistas japoneses criam banco de esperma para animais em extinção

Último Vídeo

Pensando em futuro distante, os pesquisadores da Universidade de Kyoto, no Japão, assumiram o papel de Noé da atualidade e resolveram salvar a vida dos animais: nesta semana, os cientistas anunciaram a abertura de um banco de esperma para animais que se encontram em risco de extinção.

Por meio do congelamento a seco, os envolvidos acreditam ser possível manter as amostras do material genético dos animais por muitos anos. De acordo com a notícia da agência AFP, o principal objetivo dos pesquisadores é que a vida desses animais possa ser recriada em outros planetas.

Até o momento, a equipe do Institute of Laboratory Graduate School of Medicine conseguiu preservar amostras de esperma retiradas de duas espécies de primatas e uma girafa com sucesso, segundo a declaração do professor Takehito Kaneko.

O desafio do tempo

Para garantir que o material armazenado possa resistir ao efeito do tempo, os pesquisadores adicionaram conservantes líquidos utilizando o mesmo método de congelamento. Dessa maneira, o sêmen pode ser armazenado a uma temperatura máxima de 4 °C, que é muito superior às temperaturas em que esse tipo de material geralmente é mantido.

Em pesquisas anteriores, Kaneko e sua equipe conseguiram utilizar esse método para congelar o esperma de ratos e camundongos sem que fosse necessário o uso do equipamento de hidrogênio líquido. Depois de cinco anos, os cientistas comprovaram que as amostras continuavam inalteradas.

Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock

Vida animal em outros planetas

Atualmente, a tecnologia utilizada na universidade permite que o sêmen fique em temperatura ambiente por curtos períodos de tempo, o que significa que o material não será perdido em caso de falta de energia elétrica causada por desastres naturais, por exemplo.

Depois de conseguir manter o material dos animais do sexo masculino com sucesso, o próximo passo da pesquisa é verificar se a técnica pode ser aplicada aos óvulos. “Atualmente temos que utilizar óvulos frescos ou tradicionalmente congelados. Estamos pesquisando métodos para realizar o congelamento a seco nos óvulos também”, explicou Kaneko.

Será mesmo que algum dia poderemos ter pandas vivendo em Marte?

Você sabia que o Megacurioso está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.