Nasce no Brasil a primeira cabra clonada e transgênica da América Latina
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Nasce no Brasil a primeira cabra clonada e transgênica da América Latina

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De acordo com O Estado de São Paulo, no dia 27 de março nasceu em Fortaleza “Gluca”, a primeira cabra clonada e transgênica da América Latina. Segundo a publicação, o animal teve o DNA alterado para que ele possa produzir leite contendo a proteína humana glucocerebrosidase, utilizada no tratamento de uma condição genética conhecida como Doença de Gaucher.

Conforme explicaram os responsáveis pelo projeto, a Doença de Gaucher é relativamente rara e afeta pouco mais de 600 brasileiros. No entanto, o tratamento é extremamente oneroso para o Ministério da Saúde, que gasta entre R$ 180 e R$ 250 milhões ao ano com a importação dos medicamentos necessários. Esses fármacos são fabricados em laboratório a partir da glucocerebrosidase obtida por meio da cultura de células modificadas de cenouras ou ratinhos.

Fonte da imagem: Reprodução/O Estado de São Paulo

Já a produção da proteína por meio de cabras transgênicas deve ter um custo bem inferior quando comparado ao método convencional, pois, segundo os pesquisadores, além de dispensar a importação, resulta muito mais barato alimentar animais do que células. Além disso, o processo de purificação da proteína é praticamente o mesmo nos dois casos.

Cabritinha transgênica

Fonte da imagem: Reprodução/O Estado de São Paulo

O processo de “criação” da cabritinha envolveu a introdução de uma cópia do gene humano responsável pela produção da glucocerebrosidase no DNA dos animais. Depois, mais de 500 embriões clonados foram implantados em 45 cabras, resultando em 8 gestações. Dessas, apenas duas progrediram com sucesso, a de Gluca — que já conta com pouco mais de duas semanas de vida e está se desenvolvendo bem — e a de outro animal que não nasceu ainda.

Os pesquisadores pretendem induzir a lactação da cabritinha clonada dentro de quatro meses e, se a presença da glucocerebrosidase no leite de Gluca for confirmada, os cientistas devem usar as células do animal para criar novos clones. Caso tudo corra bem, a intenção é a de desenvolver um rebanho geneticamente idêntico para a produção em larga escala do leite contendo a proteína que, depois de purificada, será usada para tratar os doentes de Gaucher. 

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