Pornografia renascentista? Confira uma obra literária de sacanagem de 1680
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Pornografia renascentista? Confira uma obra literária de sacanagem de 1680

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Atenção! Se você se incomoda com temas que envolvam sexo ou violência, ou tem menos de 18 anos, é melhor parar por aqui. Caso contrário, é só prosseguir para o nosso artigo.

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Quem não é muito fã de literatura não imagina o tanto de conteúdo sexual que é possível retirar dessas publicações. E se você acha que a internet deu origem ao pessoal fissurado nessa temática com posições, fotos e vídeos, então é melhor você prestar atenção na informação abaixo.

Mais ou menos pelos anos 1680 até 1700 (no finalzinho do século 17 e início do 18), as produções literárias pornográficas eram simplesmente os livros mais requisitados por toda a humanidade alfabetizada. Mais do que apenas letras que contavam histórias para lá de picantes, o pessoal também gostava mesmo era de dar uma conferida nas ilustrações que exemplificavam algumas situações muito interessantes para os casais.

E para a alegria de todos nós megacuriosos, eis que a belíssima funcionalidade do Google Books recebeu uma digitalização sensacional dessa época gloriosa (pelo menos nos filmes medievais) chamada “A Escola de Vênus” (ou “The Schoole os Venus”, no original). O texto conta com 166 páginas de puras aventuras amorosas, contando a história de Katherine, “uma virgem de admirável beleza”, e Frances, uma espécie de prima da moça.

Quem pensaria nisso em 1680?

Essa parente mais velha da belíssima donzela uma vez resolveu encontrá-la pela manhã, acabando por surpreender a “novinha” em uma situação em que ela estava brincando consigo mesma (entendeu, né?). Assim, Frances acaba repreendendo Katherine por ser tola a ponto de acreditar que não se pode aproveitar “a companhia de um homem” a quem ela não esteja ligada pelos laços do santo matrimônio.

E Katherine, moça pudica, pura e muito da inocente, retruca a bronca da prima mais velha, afirmando que ela conta sim com a companhia de muitos homens: "Dois tios, um primo, Sr. Richards e muitos outros". A partir daí, Frances é só alegria ao explicar à jovem Lolita o tanto que ela está equivocada sobre seus conceitos de prazeres, o que, convenhamos, trata-se de uma temática surpreendentemente moderna!

Depois desse começo arrasador de história, digna de dar vontade de assistir mais uma vez ao magnífico trabalho de Stanley Kubrick “Lolita”, vale a pena conferir algumas das páginas mais picantes de “A Escola de Vênus”. Pessoalmente, acho que vou baixar esse livro e me dedicar um pouco mais à literatura antiga.

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