Sabia que a Terra tem outros companheiros celestes além da Lua?
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Sabia que a Terra tem outros companheiros celestes além da Lua?

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Todo mundo sabe que a Lua é o satélite natural da Terra, e basta olhar para o céu à noite para constatar que ela está lá, esplendorosa nos fazendo companhia. No entanto, recentemente, o pessoal da NASA descobriu que um pequeno objeto — com diâmetro estimado entre 40 e 100 metros e chamado oficialmente de “2016 HO3” — foi capturado pela nossa órbita há cerca de 100 anos.

Esse asteroide passou despercebido todo esse tempo porque, além de ser pequenino, ele se encontra a uma distância entre 38 e 100 vezes superior à da Lua para Terra, portanto não havia sido visto até agora — ou, mais precisamente, até o último mês de abril.

Esse é o nosso mais novo companheiro de órbita

Na verdade, tecnicamente falando, o 2016 HO3 orbita ao redor do Sol, e não de nós, embora a Terra exerça influência sobre a sua trajetória e o tenha “puxado” para perto. Aliás, você sabia que existem outros corpos celestes que nos fazem companhia além desse asteroide e da Lua?

De acordo com Jason Daley, do portal Smithsonian.com, nos últimos 20 anos, uma verdadeira constelação de rochas espaciais foi identificada na nossa vizinhança, e você pode saber um pouco mais sobre três delas a seguir:

3753 Cruithne

Identificado em 1983, o asteroide 3753 Cruithne é um quase-satélite parecido ao 2016 HO3, que também viaja ao redor do Sol, e não da Terra. Porém, ele possui uma órbita tão estranha que, quando foi descoberto, os astrônomos pensaram que ele saracoteava ao redor de nós.

Essa é a órbita inusitada do 3753 Cruithne

Demorou mais de 10 anos a órbita dessa rocha ser mapeada, e a conclusão foi de que, por ela demorar cerca de um ano para completar uma volta ao redor da nossa estrela, 3753 Cruithne parece acompanhar a Terra. O asteroide adota uma trajetória parecida com uma ferradura — e que você pode ver melhor como ela é esquisita a seguir:

Simulações apontaram que Cruithne provavelmente permanecerá nessa órbita maluca pelos próximos 5 mil anos e, depois, se tornará companheiro “fixo” da Terra por uns 3 mil anos — até pular para a órbita de outro corpo celeste.

Traçado da órbita do 2010 TK7

Outra rocha espacial que nos faz companhia é a 2010 TK7 — situada a cerca de 80 milhões de quilômetros de distância e com 300 metros de diâmetro. Trata-se de um asteroide troiano que orbita diante de nós ao redor do Sol e cuja descoberta foi confirmada em 2011. Assim, pense no 2010 TK7 como uma espécie de camarada que está mostrando o caminho que devemos seguir em torno da nossa estrela.

2010 TK7 guiando a Terra em sua trajetória ao redor do Sol

Temos ainda o 2006 RH120, um pequeno asteroide com diâmetro estimando entre 2 e 3 metros que também orbita ao redor do Sol — e não à nossa volta. Essa rocha espacial foi descoberta no final de 2006 e, em um primeiro momento, os astrônomos pensaram que se tratava de uma minilua da Terra.

2006 RH120 em sua última aproximação

No entanto, em meados de 2007, o corpo celeste havia desaparecido de vista — e foi então que os cientistas concluíram que o 2006 RH120 se aproxima periodicamente da Terra (ele chega aqui pelas nossas bandas cada 20 anos), sendo capturado temporariamente pela nossa gravidade e pela da Lua.

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