Estudo diz: seu mundo pode ficar realmente mais ‘cinza’ em um dia triste
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Estudo diz: seu mundo pode ficar realmente mais ‘cinza’ em um dia triste

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Quem nunca viveu um momento em que se sentiu “verde (ou qualquer outra cor) de raiva”? Ou então, se precisássemos descrever um “dia triste”, dificilmente colocaríamos flores coloridas em uma paisagem repleta de verde e um mar azul cristalino, não é mesmo?

Provavelmente seria um dia cinza, nublado e sem vida. Mas por que, com frequência, utilizamos expressões com cores para descrever o humor ou possuímos a percepção de que um mundo triste é um mundo sem cores?

Segundo uma pesquisa publicada no jornal Psychological Science, o humor depressivo ou o sentimento de tristeza podem influenciar a maneira como notamos as tonalidades do mundo que nos cerca. Dessa forma, os pesquisadores acreditam que a nossa percepção e as expressões com cores relacionadas ao humor que utilizamos podem ter sido originadas por um efeito em nossa visão, realmente provocado pelo estado de espírito e por sua variação.

Segundo o site Science Daily, já se sabe há algum tempo que o humor pode causar diversos efeitos em processos visuais. Agora, dois estudos indicam uma possível ligação entre humor depressivo e sensibilidade de contraste visual reduzida. Os autores acreditam que a tristeza pode afetar a nossa capacidade de identificar as cores, já que a sensibilidade de contraste se trata de um processo visual básico envolvido na percepção dos tons.

De outra forma, pode-se dizer que o nosso humor consegue afetar a maneira como nós enxergamos o mundo à nossa volta. De acordo com o autor principal, Christopher Thorstenson, da Universidade de Rochester em Nova York, o trabalho dá um passo a mais no estudo da percepção e abre caminho para novas conclusões. Além de Thorstenson, ajudaram no trabalho os pesquisadores Adam Pazda e Andrew Elliot.

A pesquisa

Para produzir a pesquisa, os cientistas realizaram dois estudos, sendo um deles com 127 pessoas e o outro com 130. No primeiro, parte dos participantes assistiu a um vídeo que visava melhorar o humor, enquanto a outra parte assistiu a um clipe triste. No segundo, o vídeo feliz deu lugar a um neutro. Ambos os grupos, após assistirem aos vídeos, foram submetidos a testes com 48 paletas de cores, nos quais deveriam indicar as cores vermelha, amarela, verde ou azul.

 

Ao final, o trabalho mostrou que tanto os participantes que ficaram com o humor melhorquanto os que assistiram ao vídeo neutro não tiveram dificuldades para indicar as cores. Já as pessoas que foram induzidas a ficarem com humor triste apresentaram uma menor precisão no acerto das nuances do eixo azul-amarelo e um bom resultado no eixo das cores vermelha e verde.

Isso permite concluir que o sentimento de tristeza pode ser especificamente responsável pelas diferenças na percepção de tonalidades. Já o fato de os mesmos “participantes tristes” apresentarem resultados contrários com eixos de cores diferentes confirma que o nível de atenção, dedicação ou esforço de cada um não influenciou no resultado final.

Thorstenson ressaltou que os pesquisadores não esperavam obter um resultado tão preciso, que demonstrasse alteração apenas para o eixo azul-amarelo. “Nós não prevíamos uma conclusão tão específica, embora isso nos dê uma pista para o motivo do efeito no funcionamento do neurotransmissor dopamina”, completou o pesquisador.

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