Alimentação pode ser a principal vilã das noites mal dormidas

18/02/2013 às 13:132 min de leitura

Crédito: Shutterstock

Sabemos que a alimentação é a principal responsável pelo bom funcionamento do organismo. No entanto, você já parou para pensar que tudo o que você come também pode influenciar o seu sono? Um novo estudo realizado na Perelman School of Medicine, instituto da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, mostrou que existe uma relação direta entre nossa alimentação e nosso sono.

“Em geral, sabemos que aqueles que afirmam ter entre sete e oito horas de sono diariamente são os mais propensos a apresentar uma saúde melhor e mais bem-estar, então simplesmente fizemos a seguinte pergunta: ‘Existem diferenças na dieta daqueles que dormem pouco, aqueles que dormem muito ou os que seguem o padrão?’”, explica Michael A. Grandner, pesquisador do Center for Sleep and Circadian Neurobiology da universidade americana.

Para desenvolver o estudo, os cientistas utilizaram dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, realizada com voluntários americanos entre 2007 e 2009. Todas as informações calóricas e alimentos consumidos foram levados em consideração, até mesmo um copo de água.

Além disso, foi preciso acompanhar o descanso noturno dos participantes. Para facilitar o processo, o período de descanso dos voluntários foi classificado em quatro categorias, sendo elas, “muito curto” (menos de 5 horas por noite), “curto” (de 5 a 6 horas), “padrão” (de 7 a 8 horas) e “longo” (mais de 9 horas por noite).

Relacionando o período de sono com as calorias ingeridas, os números mostraram que aqueles que consumiram mais calorias tiveram um descanso considerado “curto”. Por outro lado, os voluntários que consumiram um número reduzido de calorias se mostraram mais dorminhocos, alcançado cerca de 9 horas de sono por noite.


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Ainda, a pesquisa, que foi publicada no periódico Appetite e divulgada no Huffington Post, mostrou que determinados nutrientes podiam interferir no sono. Pessoas classificadas com um sono “muito curto” consumiam menos água e carboidratos em comparação com outros participantes. Já entre aqueles com sono “longo”, foi identificado um menor consumo de colina – um nutriente presente nos ovos e carnes –, e a maior ingestão de álcool. Além disso, foi possível observar que os participantes com sono “padrão” consumiam uma variedade maior de alimentos em sua dieta em comparação com as outras classificações.

“Essa será uma área importante para ser explorada, já que sabemos que poucas horas de sono estão associadas ao ganho de peso, obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Da mesma maneira, sabemos que pessoas que dormem muito têm consequências negativas para a saúde. Se conseguirmos identificar a quantidade ideal de nutrientes e calorias necessária para promover um sono saudável, a comunidade terá potencial para evitar os riscos de obesidade e outras doenças cardiovasculares”, finaliza Grandner.

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