Chocolate, rock e perigo: Van Halen e sua demanda de “nada de M&Ms marrons”
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Chocolate, rock e perigo: Van Halen e sua demanda de “nada de M&Ms marrons”

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Todo mundo já ouviu histórias sobre as exigências absurdas que muitas estrelas do mundo musical fazem para os organizadores dos shows que realizam ao redor do mundo. Desde os “salsichões de chouriço grandes pra caramba para que os homens tenham noção de quem são” da Foo Fighters até “uma foto da princesa Diana em um porta-retratos” da Britney Spears, exemplos não faltam dos pedidos bizarros que esses artistas fazem para os bastidores.

No entanto, nem sempre esse tipo de coisa é um simples fruto dos caprichos dos músicos. Um exemplo famoso é a banda Van Halen, que costumava montar uma lista de 53 páginas com exigências. Entre itens como copos de iogurte e manteiga de amendoim de marcas específicas, batatas fritas com molhos variados e um tubo de lubrificante íntimo, aparecia um item bastante específico: um pote cheio de chocolates M&M, mas sem nenhum da cor marrom.

Pelos termos do contrato, caso qualquer um dos itens da lista não fosse cumprido da forma como havia sido especificado, a banda poderia cancelar o show e ainda receberia todo o dinheiro combinado por ele. Estranho, não? No entanto, vale ressaltar que essa demanda é um caso sério e já foi motivo de notícias mundo afora.

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Questão de vida ou morte

No dia 30 de março de 1980, a banda estava presentes a fazer uma apresentação na University of Southern Colorado (hoje chamada “Colorado State University – Pueblo”) quando os membros da banda encontraram M&Ms marrons em meio aos demais em um pote nos bastidores. O vocalista do grupo, David Lee Roth, então ficou inconformado e destruiu boa parte do local, causando o que se estimou em “cerca de US$ 200 de danos”.

Ainda assim, Roth explica que há muito mais por trás dessa história – e da exigência dos M&Ms – do que a imprensa contou na época. Segundo ele, um espetáculo massivo como os do Van Halen exigia uma grande estrutura, com uma série de objetos pesados que tinham que ser montados e muita demanda por mão de obra, energia elétrica e uma série de coisas.

Dessa forma, o processo de instalação dos equipamentos e o show em si davam origem à necessidade de prestar atenção em vários e detalhados requisitos que estavam descritos minuciosamente no contrato assinado pelos produtores – itens que, se não cumpridos, poderiam até mesmo pôr vidas em risco. Por esse motivo, a banda incluía a demanda dos M&Ms como uma forma de se certificar de que a produção leu tudo com atenção.

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Fazendo por merecer

Se você achou isso tudo muito exagerado, saiba que o próprio show na University of Southern Colorado provou que os músicos tinham razão em se preocupar. Na ocasião, a estrutura do espetáculo foi montada na quadra de basquete da universidade, local que havia passado por uma reforma recente em que o piso tinha sido coberto por uma camada de borracha derretida.

Como todo o equipamento de palco possuía um peso bastante elevado, o contrato da banda especificava esse valor e determinava que o chão do local escolhido pela produção deveria ter as características necessárias para suportar esse tipo de carga. No entanto, os responsáveis não leram os requisitos físicos como deveriam e o piso emborrachado não aguentou o equipamento, que afundou cerca de 16,5 centímetros e danificou a camada de borracha.

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O dano causado na quadra de basquete foi estimado em aproximadamente US$ 470 mil, mas felizmente ninguém se machucou na ocasião. A imprensa estadunidense, no entanto, publicou a história falando que a banda Van Halen havia causado US$ 500 mil de prejuízo no camarim do show simplesmente porque o vocalista encontrou M&Ms marrons nos bastidores. “Quem sou eu para desmentir um grande boato como esse?”, brinca o músico.

Exemplo para todos

Hoje em dia, a história dos M&Ms marrons do Van Halen não somente deixou de ser considerada mais uma das exigências extravagantes das estrelas ensandecidas do rock, mas virou um exemplo para outros músicos e até mesmo para consultores de negócios do mundo todo, ensinando sobre a importância dos detalhes em um contrato.

E aí, gostou da história? Ainda acha que os músicos exageraram? Veja o vídeo acima com a história completa contada pelo próprio David Lee Roth e deixe sua opinião nos comentários.

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