4 casos de joias extraordinárias roubadas que continuam desaparecidas
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4 casos de joias extraordinárias roubadas que continuam desaparecidas

Equipe MegaCurioso
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1 – As joias da Coroa Irlandesa

Dê uma olhada nos itens da imagem logo abaixo. Eles faziam parte de uma coleção de nada menos que 394 joias que pertenciam à Coroa Irlandesa. Entre as peças estava um enorme broche conhecido como Estrela de São Patrício, que contava com um trevo feito de esmeraldas, uma cruz de rubis e o lema do santo redigido com diamantes rosa aqui do Brasil.

A insígnia é a peça que aparece na parte superior direita, e o broche é o item que aparece na parte inferior

Outra peça da coleção era a Insígnia de São Patrício, que era adornada com uma harpa feita de diamantes e uma coroa. O valor da coleção inteira foi estimado em € 14 milhões — equivalentes a mais de R$ 55 milhões — e desapareceu em 1907, quatro anos depois de ser removida de um cofre de segurança e levada ao Castelo de Dublin.

Na verdade, um salão havia sido preparado para abrigar as joias e o cofre com segurança, mas este não passou pela porta do aposento, então acabou sendo instalado na biblioteca do castelo — que era frequentada por um monte de gente.

Resultado? Um belo dia, alguém percebeu que a coleção havia desaparecido, acusações foram trocadas entre os responsáveis por cuidar das peças e os frequentadores da biblioteca, vários suspeitos foram investigados e até hoje o paradeiro das joias é desconhecido.

2 – O Gran Mogol

O Gran Mogol foi um diamante encontrado em 1650 na Índia e foi batizado com esse nome pelo Imperador — mogol — Shah Jahan, responsável pela construção do Taj Mahal. Originalmente, a joia possuía extraordinários 787 quilates em sua forma bruta e foi enviada a Veneza para ser lapidada.

Desenho do Gran Mogol depois de ser lapidado

Aliás, dizem que o imperador ficou horrorizado quando o joalheiro veneziano devolveu a pedra com “apenas” 280 quilates e, além de se recusar a pagar pelo serviço, Shah Jahan mandou que o artesão fosse açoitado e multado. Ainda assim, a joia era incrivelmente bela e foi descrita como tendo o tamanho e o formato de um ovo partido ao meio.

O Mogol ficou conhecido como o maior diamante descoberto na Índia, e tudo indica que ele desapareceu em 1739, durante a invasão e pilhagem da cidade de Deli pelo xá iraniano Nader Xá Afshar, e nunca mais foi visto.

Uma das teorias é de que, após o assassinato do xá, em 1747, a joia teria sido dividida em diamantezinhos menores, enquanto outra sugere que a peça foi cortada e convertida no famoso Diamante Orlov — que, embora tenha 190 quilates, possui formato semelhante ao Mogol e faz parte das joias da Coroa Russa.

3 – O colar Comtesse de Vendôme

Imagine um “colarzinho” composto por 116 diamantes, incluindo um pingente oval com 125 quilates. Essa joia — nada modesta — foi avaliada em US$ 30 milhões (cerca de R$ 107 milhões) em 2004, mesmo ano em que foi surrupiada da requintada joalheria Le Supre-Diamant Couture de Maki de Tóquio, no Japão.

O colar, batizado com o nome de Comtesse de Vendôme, desapareceu em um dos maiores assaltos já registrados pelas autoridades japonesas, e acredita-se que o roubo tenha sido arquitetado por uma organização criminosa de origem sérvia batizada pela Interpol como “Pink Panthers” — nome inspirado na série britânica de filmes de crime e comédia “A Pantera Cor-de-Rosa”, estrelada por Peter Sellers.

Esse foi o colarzinho roubado pelos bandidos sérvios

De acordo com os investigadores, dois membros do grupo se fizeram passar por um casal interessado em comprar uma joia — e estudaram o sistema de segurança enquanto eram atendidos na joalheria. A dupla teria notado que o colar ficava exposto em uma vitrine de vidro protegida por um simples alarme eletrônico.

Então, no dia do assalto, outros dois integrantes da gangue se disfarçaram com perucas, usaram spray de pimenta para desorientar os atendentes e roubaram o colar — juntamente com outras 20 joias — e fugiram em uma moto. Simples assim. No fim, os criminosos foram capturados e, durante os interrogatórios, eles revelaram que haviam agido a mando dos proprietários da joalheria, que supostamente pretendiam embolsar o seguro das peças.

No entanto, as autoridades japonesas não acreditaram na versão contada pelos bandidos, e o Comtesse de Vendôme continua desaparecido. Há quem acredite que ele tenha sido desmantelado para que os diamantes fossem vendidos separadamente ou, ainda, que o colar faça parte de alguma coleção ilegal.

4 – As joias da Coroa da Costa do Marfim

Sabe como são as eleições presidenciais, não é mesmo? Nem todo mundo fica feliz com o resultado. No entanto, na Costa do Marfim, em 2011, a votação terminou com sangrentos enfrentamentos entre partidários do antigo líder e os defensores do governante recém-empossado — que acabou com uma luta pela capital do país, Abidjan.

Alguns dos artefatos que desapareceram do museu

Acontece que, no meio da confusão, além de inúmeras pessoas perderem suas vidas, outra coisa acabou se perdendo também: a coleção que compunha as joias da Coroa da Costa do Marfim. As peças ficavam guardadas no Museu das Civilizações, mas, quando os confrontos começaram, criminosos aproveitaram o caos para invadir o local e roubar artefatos de importância cultural e histórica.

Mais de 80 objetos foram levados do museu, muitos deles datados do século 17, e entre eles havia artefatos religiosos, máscaras, coroas e joias em ouro como braceletes, pendentes, colares, espadas (cujos punhos eram cobertos pelo material precioso). O curador-chefe da instituição acredita que os criminosos provavelmente foram ajudados por funcionários do local, já que eles pegaram as peças sem quebrar as vitrines e deixaram os itens menos valiosos.

Os artefatos foram rapidamente incluídos em uma lista de itens históricos roubados mantida pela Interpol, o que significa que os ladrões teriam (ou ainda terão) problemas para vender as peças. Por outro lado, as autoridades temem que eles simplesmente tenham optado por derreter os objetos de ouro para obter o material. O fato é que a coleção continua desaparecida.

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