Falsa cura para o coronavírus mata cerca de 300 pessoas no Irã

Falsa cura para o coronavírus mata cerca de 300 pessoas no Irã

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A pandemia do coronavírus está abalando as estruturas de diversos países do mundo. Um deles é o Irã, no Golfo Pérsico, que recentemente sofreu com uma informação falsa divulgada em desespero por sua própria população. 

Os rumores de que o metanol poderia curar a doença levaram a óbito cerca de 300 pessoas no país do Oriente Médio, de acordo com as informações divulgadas pela imprensa iraniana. Mas segundo Hossein Hassanian, consultor do Ministério da Saúde do Irã, as mortes poderão a chegar em 500 e quase cerca de 3 mil pessoas doentes no país todo pela ingestão da substância.

(Fonte: Unsplash)(Fonte: Unsplash)

Os rumores acerca da cura por meio do metanol se espalharam instantaneamente nas redes sociais dos iranianos. Apesar das lideranças do país tentarem diminuir tardiamente o impacto da doença e infectados por lá, os iranianos possuem uma grandiosa desconfiança no governo; dessa forma, colaborando para a disseminação da falsa cura. Diversas pessoas amedrontadas com os efeitos da covid-19 acabaram ingerindo a substância. Um garoto de cinco anos, que foi obrigado por seus pais a se intoxicar acreditando na cura para o vírus, ficou cego.

O metanol é também conhecido como álcool metílico, um composto químico inflamável utilizado principalmente na indústria de plásticos, de extração de produtos animais e vegetais e uma alternativa ao etanol, na dissolução de alguns sais.

Embora o consumo de álcool seja proibido aos muçulmanos, alguns contrabandistas conseguem burlar as leis que restringem o acesso às bebidas alcoólicas no país. O governo do Irã proíbe a produção de etanol em seu território e estabelece que todo o metanol produzido por lá seja colorido artificialmente, a fim de diferenciá-los.

(Fonte: Getty Images)(Fonte: Getty Images)

No Irã, há cerca de 29 mil casos confirmados de covid-19 e um pouco mais de 2,3 mil mortes. Os dois primeiros casos do país foram confirmados em meados de fevereiro, assim como as primeiras duas mortes.

Vale ressaltar que manter a calma diante dessa situação é fundamental e cabe lembrar também que os cientistas estão trabalhando incansavelmente na busca por desenvolver uma cura efetiva para a doença. Quando ela for conhecida será divulgada ao mundo todo.

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