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De acordo com o site Discovery News, um estudo publicado pelo American Journal of Psychiatry sugere que a velhice, apesar de normalmente vir acompanhada do progressivo declínio físico e mental, também pode ser um processo muito mais positivo do que se pensava.

Aparentemente, o “envelhecer” parece estar mais relacionado com os estereótipos que os mais jovens criam com relação aos idosos — associando a velhice com problemas de saúde, melancolia e demência — do que com a real forma como os mais velhos encaram a terceira idade.

Assim, para entender o que os idosos pensam da velhice, os pesquisadores se basearam em dados obtidos a partir de um grupo aleatório de mil norte-americanos entre os 50 e 99 anos de idade. Em uma primeira fase, foram avaliadas questões relacionadas ao estado geral de saúde, funções mentais e depressão durante uma conversa telefônica. Na segunda fase, os participantes responderam a um questionário sobre suas percepções da terceira idade.

Mais maduro e feliz

Os cientistas descobriram que, como esperado, os mais velhos realmente sofrem de mais problemas de saúde física do que os mais jovens. Por outro lado, quando foi solicitado que os participantes qualificassem seu envelhecimento com notas em uma escala de 0 a 10, os pesquisadores descobriram que a pontuação mais alta também era proporcional às idades mais avançadas.

O estudo apontou ainda que os idosos se preocupam menos com algumas questões que costumam estressar os mais jovens. Além disso, enquanto a maioria das pessoas teme chegar à terceira idade, os mais velhos estão felizes por continuarem vivos e conscientes, além de se sentirem orgulhosos de tudo o que fizeram e conquistaram em suas vidas.

E mais: os seres humanos possuem a incrível habilidade de se adaptar às circunstâncias, e essa característica pode ser observada claramente nos idosos, que precisam se adaptar com resiliência ao progressivo declínio físico e mental.