Descoberta superbactéria mortal resistente aos antibióticos
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Descoberta superbactéria mortal resistente aos antibióticos

De acordo com o USA Today, um novo tipo de superbactéria está tirando o sono da comunidade médica, tanto que o CDC — Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA — já soou o alarme sobre o microrganismo, e as autoridades temem que se torne impossível encontrar uma forma de parar sua proliferação.

Segundo a publicação, trata-se de uma superbactéria do tipo CRE, que está se espalhando rapidamente pelos hospitais dos EUA e é resistente a praticamente todos os antibióticos. Além disso, ela provoca altos níveis de mortalidade — matando metade dos pacientes graves infectados — e, pior de tudo, é capaz de transmitir geneticamente sua resistência a outras bactérias, inclusive para tipos mais comuns, como a E. coli, por exemplo.

Superbactéria mortal

E. coli Fonte da imagem: pixabay

Até o momento, esse tipo mortal de microrganismo — CRE ou Enterobacteriaceae resistentes aos carbapenemas — apenas foi detectado em hospitais e clínicas. Ele costuma infectar pessoas com o sistema imunológico comprometido, e não é transmitido facilmente entre os doentes. Apesar disso, atualmente as CRE são o maior risco que existe à saúde de pacientes graves hospitalizados, e parece que a sua proliferação não para de aumentar.

A maioria dos antibióticos disponíveis não é capaz de combater essas superbactérias, e os médicos estão sendo obrigados a utilizar medicamentos que podem danificar seriamente os rins ou realizar cirurgias para remover tecidos infectados. Os especialistas temem que em breve as CRE se alastrem para outros ambientes, fazendo com que algumas infecções comuns — como a pneumonia, infecção urinária e a diarreia, por exemplo — se tornem incuráveis.

Algumas das ações propostas para evitar a proliferação da superbactéria incluem que os hospitais identifiquem os pacientes infectados, mantendo esses doentes em ambientes especiais. Além disso, as autoridades apelam para que os antibióticos sejam prescritos apenas quando necessário, que as equipes sempre usem luvas e uniformes adequados, e que os dispositivos invasivos — como os cateteres, por exemplo — sejam removidos o quanto antes.

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