Ed Gein: o assassino que inspirou a criação de vários personagens sinistros
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Ed Gein: o assassino que inspirou a criação de vários personagens sinistros

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Se você é fã de filmes de suspense — e até se não for muito chegado nesse gênero cinematográfico! —, certamente sabe quem são personagens como Leatherface, de “O Massacre da Serra Elétrica”, Bufallo Bill, de “O Silêncio dos Inocentes”, e Norman Bates, de “Psicose”, certo?

Pois esses personagens sinistros tiveram como inspiração, entre outros malucos sanguinários, o norte-americano Edward Theodore Gein — responsável por roubar inúmeros cadáveres e assassinar pelo menos duas pessoas. E como é que um único indivíduo serviu de “modelo” para a criação de protagonistas horripilantes tão distintos? Leia a história dele a seguir e descubra.

Infância difícil

Na verdade, nós aqui do Mega Curioso já mencionamos Ed Gein brevemente em alguns de nossos artigos. No entanto, o cara foi dono de uma mente tão perturbada que achamos que ele merecia uma matéria só dele. Edward Theodore Gein, natural de Wisconsin, nos EUA, nasceu em 1906 e era filho de George e Augusta. Ele tinha um irmão mais velho, Henry, e seus pais se detestavam.

A casa da família Gein

George, o pai, era um alcoólatra violento, enquanto a mãe, Augusta, era uma fanática religiosa que se recusava a se divorciar do marido por causa de suas crenças puritanas. A família vivia em uma pequena fazenda situada nos arredores da pequena cidade de Plainfield, e a dupla de irmãos cresceu sob o forte domínio de sua progenitora — que acreditava que sua missão como mãe era proteger os meninos de estranhos.

Augusta só permitia que Ed e Henry saíssem de casa para ir à escola e incutiu nos filhos a ideia de que o mundo exterior pertencia ao diabo, que a bebida era algo maligno e que todas as mulheres — exceto ela, evidentemente — eram prostitutas. Como resultado, Ed se tornou um menino extremamente solitário e afeminado, características que o levaram a sofrer bastante bullying por parte dos colegas de escola.

Augusta Gein

Então, em 1940, George, o pai dos meninos Gein faleceu — e os jovens foram obrigados a começar a trabalhar para ajudar nas despesas de casa. Segundo algumas fontes, nessa época, Henry, o irmão mais velho de Ed, começou a rejeitar abertamente as ideias da mãe controladora e, no início de 1944, o rapaz morreu em um estranho incêndio.

De acordo com os relatos, Ed teria ido até as autoridades para anunciar que seu irmão havia desaparecido. Entretanto, ele teria conduzido os policiais diretamente até o local onde o cadáver se encontrava. Além disso, exames posteriores revelaram que Henry havia sofrido um forte trauma na cabeça, mas o legista responsável teria decidido registrar a causa da morte como sendo asfixia.

Criações perturbadoras

Ed passou a viver com Augusta e era incrivelmente devoto à mãe. Porém, menos de dois anos após a morte de Henry, em dezembro de 1945, Augusta faleceu em decorrência de uma série de derrames, deixando o filho (profundamente perturbado) sozinho. Foi a partir daí que o comportamento de Ed se transformou de vez — e ele passou a rondar cemitérios em busca de cadáveres de mulheres recém-sepultadas.

Quarto de Augusta Gein — mantido por Ed exatamente como ela deixou. Parece familiar?

O desequilibrado exumou diversos corpos e os levou até sua casa — onde ele dissecou, desmembrou e criou diversos objetos que ele usava como utensílios e peças de decoração. Entre os itens encontrados, estavam crânios que foram transformados em candelabros e pratos, enquanto outros foram usados para enfeitar a cama de Ed.

Crânio utilizado por Gein como utensílio de cozinha

Gein também produziu talheres feitos com ossos e outros acessórios, como um cinto criado com mamilos, um colar de línguas e nove máscaras criadas com rostos de verdade. Além disso, outros artefatos feitos por Ed incluíam um par de luvas, um baú, um avental, meias, cúpulas de abajures e estofados de cadeiras feitos de pele humana.

Como se não fosse o bastante, algumas fontes afirmam que, pouco tempo após a morte da mãe, Ed decidiu que queria se transformar em mulher — e começou a confeccionar uma espécie de camisa dotada de mamas também feitas com pele. Você pode ver alguns dos supostos itens criados por Gein na galeria a seguir, mas alertamos que algumas imagens podem ser consideradas chocantes por alguns leitores.

Casa de horrores

As atrocidades de Gein só foram descobertas em 1957, depois que as investigações sobre o desaparecimento de uma mulher chamada Bernice Worden levaram as autoridades até ele. Quando os policiais chegaram ao local, eles não só se depararam com o cadáver de Worden — decapitado, pendurado de ponta-cabeça pelos pés e desviscerado —, como descobriram um verdadeiro cenário de horror.

Ed Gein depois de ser capturado pelas autoridades

Durante os interrogatórios, Gein revelou que apenas exumava cadáveres de mulheres de meia-idade que ele acreditava guardarem semelhança com sua falecida mãe. Ele também confessou que levava os corpos para casa, removia e curtia suas peles cuidadosamente e fabricava seus itens macabros. Ed ainda negou que tenha praticado sexo com as vítimas, dizendo que o cheiro delas era desagradável demais para isso.

Mente incrivelmente perturbada

Gein também admitiu ter matado outra mulher, Mary Hogan, em 1954, e foi considerado mentalmente incompetente pelas autoridades que julgaram seus crimes em 1957. Em 1960, após uma equipe médica assegurar que Ed não era maluco coisa nenhuma, ele foi acusado de assassinato, mas passou a vida sendo enviado de um hospital psiquiátrico a outro, até morrer em decorrência de um câncer de pulmão em 1984. Seu corpo se encontra sepultado no cemitério de Plainfield.

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