Fique por dentro do mundo do feederismo, o fetiche sexual da engorda

Fique por dentro do mundo do feederismo, o fetiche sexual da engorda

Equipe MegaCurioso
Último Vídeo

Já diz o antigo ditado: gosto é igual... nariz – cada um tem o seu. E isso vale mais ainda quando tratamos de gostos mais íntimos, como os sexuais. Entre a enorme quantidade de fetiches sexuais, dos menos estranhos até os mais chocantes, um vem se destacado por estar ganhando popularidade tanto fora do país quanto aqui, no Brasil. É o chamado feederismo (pronuncia-se “fiderismo”), aportuguesamento do termo feederism, que vem da palavra feed, alimentar, em inglês.

Indo direto ao ponto, a prática é um fetiche sexual que envolve o prazer em alimentar alguém para que a pessoa ganhe peso ou em ser alimentado com o mesmo objetivo ou, em alguns casos, as duas coisas ao mesmo tempo. Como todo fetiche, claro, é algo bastante complexo, que envolve prazer sexual, prazer alimentar, relações de dominador e dominado e reinterpreta o que entendemos até então por “prazer oral”.

Quem engorda e quem é engordado

Geralmente, o que mais encontramos são casais nos quais o homem é quem alimenta, é o chamado feeder. A mulher, nesse caso, faz o papel de feedee, ou seja, quem é alimentada. No entanto, essa disposição pode ser diferente, inversa, ou ambos podem revezar nessas posições.

A interpretação desse fetiche varia bastante, mas psicólogos geralmente concordam que não se trata de nenhum tipo de distúrbio psicológico. Normalmente, os praticantes relatam que esse desejo, inicialmente confuso, que mistura sexualidade e alimentação, começa já na infância. Alguns afirmam que esse fetiche pode ser uma reação natural à exclusão causada por não se encaixarem no padrão de beleza ou de comportamento estabelecido pela sociedade.

Em um site americano que reúne adeptos da prática, uma das explicações em sua seção de perguntas frequentes afirma que o feederismo é “parte amor, parte atração física, parte fetiche, parte parafilia e parte erotismo. Sem contar que é divertido”. Desejo sexual, afinal, é algo realmente difícil de explicar.

Objetivos sensuais

Alguns casais praticantes do feederismo definem metas de peso que querem atingir e fazem de tudo (ou comem de tudo) para atingi-las. Isso proporciona a eles um imenso prazer, assim como tirar medidas de partes do corpo e notar que elas aumentaram de tamanho.

Como toda prática sexual que envolve riscos, como o sadomasoquismo e afins, os adeptos mais preocupados ficam atentos com o bem-estar dos parceiros e, caso esse aumento de peso passe a influenciar negativamente na saúde do indivíduo, tratam de ajudar com a perda de gordura até um nível mais aceitável. Já os mais extremistas não enxergam limites no ganho de peso e definem como meta consquistar o posto de pessoa mais pesada do mundo, como aconteceu com a americana Donna Simpson.

Quando a relação de domínio sai do controle

Donna tinha como objetivo atingir 450 kg. Chegou aos 270 kg e decidiu pisar no freio por dois motivos: largou seu marido, que apresentava um comportamento abusivo, e precisou de mais disposição física para cuidar de seus filhos. Conseguiu chegar a “apenas” 210 kg.

Segundo ela, seu companheiro, também adepto do feederismo no papel de feeder, a incentivava a ter um comportamento sem limites, além de cobrar dela coisas impossíveis para uma mulher com obesidade mórbida. Ao mesmo tempo em que a imobilidade dela por causa do peso o excitava, ele reclamava que a mulher não realizava as tarefas domésticas, nem saía para passear com ele no parque, por exemplo.

Observar e ser observado

Muitas pessoas que praticam o feederismo apresentam-se comendo e se lambuzando de todo tipo de guloseima em webcams para o êxtase dos espectadores. E também se exibem fazendo sexo em meio a pizzas, sanduíches, bolos, sorvetes e todo tipo de gostosuras engordativas. Assim, saciam sua fome, seu desejo sexual e a vontade que têm de serem vistos transando, comendo e engordando. Tudo ao mesmo tempo.

No fim das contas, esse é apenas mais um fetiche em uma lista enorme de práticas sexuais, digamos, exóticas – contanto que agrade e dê prazer para todas as partes envolvidas e que sejam todos felizes, comendo ou dando de comer. Mas ainda fica a grande dúvida: seria a bruxa da história de João e Maria uma adepta do feederismo?

Você sabia que o Megacurioso está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.