A culpa é minha!

A culpa é minha!

Equipe MegaCurioso
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Confesso que eu estava distraída na colação de grau de uma amiga quando um aviso do paraninfo durante o seu discurso roubou de volta minha atenção. O professor dizia, em meio aos seus votos de boa sorte aos formandos, que temos que assumir nossas responsabilidades e parar de jogar a culpa nos outros para chegar aonde queremos.

Mas quem é que resiste a dizer que o erro aconteceu por causa de fulano e respirar aliviado pela isenção da responsabilidade?

Se a vida parece não estar caminhando de um jeito promissor como você sempre imaginou que seria, talvez seja hora de parar de culpar a falta de dinheiro, o namorado, o chefe e até Deus para o que não está dando certo.

Talvez seja preciso refazer os planos... Crédito: Thinkstock

É preciso notar até que ponto estamos dispostos a assumir que estamos desmotivados para o trabalho e precisamos arriscar uma nova vaga, que gastamos demais com coisas desnecessárias, que o parceiro não é, afinal, aquele príncipe encantado e que as coisas não darão certo apenas se os céus enviarem um prêmio da loteria para nós.

Até que ponto conseguimos dizer que a culpa é nossa, que as escolhas foram nossas, sair da zona de conforto e arriscar para ser feliz?

É claro que não é fácil admitir que temos responsabilidade pelo que somos hoje. Mas ter consciência de que nossas decisões e atitudes é que fazem a diferença hoje e sempre pode ser tão libertador quanto respirar aliviado por jogar a culpa no outro.

Afinal, como disse Martha Medeiros em sua coluna de 2009: “É de minha responsabilidade não ficar triste, não deixar ninguém me magoar, não deixar que nada de ruim me aconteça”.

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