Cinquenta Tons

Cinquenta Tons

Equipe MegaCurioso
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Vou fugir esta semana do assunto cinema/séries para falar de livros. Mais especificamente, uma pequena reflexão sem compromisso a respeito do novo assunto do momento: a trilogia "Cinquenta Tons", de E. L. James.

A premissa da história é simples: Anastasia, uma garota ingênua e um tanto quanto desastrada conhece Grey, um homem rico, jovem e bonito. Ambos mostram atração um pelo outro e começam a se envolver. Entretanto, Grey é uma pessoa com certas preferências entre quatro paredes, portanto pede para a garota assinar um contrato estabelecendo regras e protegendo sua confidencialidade.

Fonte da imagem: Reprodução/Intrínseca

Particularmente, reluto bastante antes de aderir a qualquer tipo de “moda” literária. Demorei alguns anos para ler os livros do Harry Potter (e depois virei fã inveterada), Crepúsculo ou até mesmo a ótima trilogia de Stieg Larsson ("Os Homens que Não Amavam as Mulheres").

Portanto, torci o nariz para a sinopse de um homem rico, bonito e com sérios problemas de relacionamento, capaz até mesmo de criar um contrato em busca de uma relação mais íntima. Apesar de compreender que o livro agradaria àqueles buscam por uma relação entre dominador/submissa, não conseguia entender o apelo que a história traz para mulheres de todas as idades, estilos e preferências sexuais.

Em vez de mergulhar nas suposições, fui atrás dos dois livros da série já disponíveis no Brasil. Então, entendi um pouco do fascínio trazido pelo Sr. Grey.

Fonte da imagem: Reprodução/Tri-Books

“Cinquenta Tons de Cinza” é descrito como um livro erótico hardcore, porém de hardcore não tem nada. Ana é a protagonista que conhecemos de outros carnavais (não à toa, os livros de James foram inspirados na saga Crepúsculo), uma mulher que afirma querer experimentar o diferente, mas que está, de fato, em busca do bom e velho relacionamento “baunilha”.

Ao mesmo tempo, Christian Grey é o sinônimo de perfeição: lindo, jovem, riquíssimo e com um passado sombrio, do qual tenta se libertar. Afinal, nenhum mocinho fica divertido se não trouxer uma bagagem de dor e sofrimento que a moça possa consertar, não é mesmo?

A grande diferença está na forma de contar a história. Ao inserir cenas de sexo interessantes e diferentes do que comumente estamos acostumados dos livros de bancas "Sabrina", James consegue prender a atenção do leitor. As relações do casal são recheadas de provocações e “acessórios”, porém nada capaz de ofender boa parte das mulheres na qual a história é destinada.

Além disso, vemos tudo através do ponto de vista de Ana, que está cada vez mais envolvida na relação. Caso estivéssemos no papel de Kate, melhor amiga da protagonista, talvez a percepção fosse diferente.

A autora E. L. James. Fonte da imagem: Reprodução/Tri-Books

No entanto, isso não tira o mérito do livro em termos de diversão. A história é envolvente e, além disso, o personagem de Grey é mostrado como o ser acima de qualquer suspeita, especialmente em relação ao seu amor por Ana. Ela nunca está realmente em perigo ao lado do seu amado, mesmo que ele possua algumas peculiaridades e assuntos pendentes em sua vida.

No final das contas, apesar de tantas cenas sexuais, o livro é um romance romântico em sua essência. Talvez com uma roupagem dos tempos modernos, em que as mulheres se mostram cada vez mais interessadas em sexo, mas mesmo assim uma história de amor entre uma garota que não sabe que é bonita e seu príncipe encantado.

Isso não é um problema, pelo contrário. Posso dizer com segurança que me diverti bastante com os dois livros lançados no Brasil. No final das contas, estarei na livraria hoje (08 de novembro), para adquirir “Cinquenta Tons de Liberdade”, que fecha a saga e começa a ser vendido no Brasil.

OBS.: Já que este é um blog que fala sempre de cinema, não custa relembrar: o primeiro livro da série já está em pré-produção e vai estrear na tela grande nos próximos anos. Fique de olho!

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