Espada de 3 mil anos encontrada na Dinamarca ainda estava afiada
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Espada de 3 mil anos encontrada na Dinamarca ainda estava afiada

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Você já pensou na possibilidade de um objeto feito por você durar 3 mil anos? Provavelmente, esse ferreiro da Idade do Bronze também não, mas um casal de dinamarqueses encontrou uma arma em excelente estado de conservação.

Artefatos da Idade do BronzeArtefatos da Idade do Bronze

Após o fim da Idade da Pedra, o ser humano começou a dominar técnicas de fundição e iniciou a fabricação de armas e ferramentas de metal, entrando na chamada Idade dos Metais, que compreendeu aproximadamente o período entre 5000 a.C. e 1000 a.C.

A Idade do Bronze foi o período em que se desenvolveu, como o próprio nome diz, a técnica para uso do bronze, que consiste da fusão entre cobre e estanho, obtendo um metal com enorme resistência, baixo ponto de fusão, muito fácil de polir e que não é corroído facilmente, tendo sua vida útil prolongada. Provavelmente por isso, Ernst Christiansen e Lis Therkelsen encontraram essa arma.

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O achado arqueológico

Eles moram em Zealand, a ilha mais populosa da Dinamarca, e costumam sair para uma caminhada noturna com seus detectores de metal, atrás de moedas ou tesouros escondidos, e nesse dia acabaram encontrando algo.

O casal cavou aproximadamante 30 centímetros e visualizou o que parecia ser o cabo de uma espada. Percebendo que o objeto poderia ser relevante para pesquisas arqueológicas e a exposição ao ar podia danificar a peça, a dupla enterrou novamente o pedaço avistado e entrou em contato com o Museu Vestsjælland, responsável pelas escavações arqueológicas da região.

A inspetora do museu foi até o local no dia seguinte e descobriu uma espada incrivelmente bem conservada, tanto que pequenos detalhes ainda são visíveis —ela estava inclusive afiada. Após análise, ela acredita que o artefato tenha sido manufaturado na quarta fase da Idade do Bronze, provavelmente entre 1100 a.C. e 900 a.C.

Em busca do tesouro

Capacete da Idade do BronzeCapacete da Idade do Bronze

Arqueologistas amadores buscam objetos enterrados pelo país e, como segundo a lei local os artefatos pertencem ao Estado, eles são recompensados financeiramente após análise e confirmação de que os achados são realmente relevantes para a história.

Como existe muita procura, a validação tem demorado até 2 anos e meio! Entre as descobertas mais importantes estão o maior baú Viking contendo ouro já encontrado e um crucifixo datado de 900 d.C., que indica a entrada do catolicismo na região. Uma boa forma de ganhar um dinheiro extra, não acham?

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