Conheça 5 estranhas alternativas para explicar buracos negros
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Conheça 5 estranhas alternativas para explicar buracos negros

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O conceito de buraco negro ainda é algo muito discutido entre especialistas da área. É até difícil imaginar a magnitude de um ponto onde a densidade é infinita, tanto que distorce o espaço-tempo ao seu redor, em um nível em que nem a luz escapa. Ainda mais se levarmos em conta o destino de tudo que é “sugado” por ele.

O fato é que eles existem, mas talvez não da forma como imaginamos atualmente. Aqui estão cinco possíveis alternativas para o que chamamos de buraco negro:

1. Buraco de minhoca

A singularidade, ponto infinitesimal que existe dentro de um buraco negro, ainda é um mistério para os cientistas. Albert Einstein e Nathan Rosen indicaram, em 1925, que você poderia evitar o conceito de singularidade se pudesse estender um buraco negro para outro ponto, criando o chamado buraco de minhoca.

Essas estruturas não possuiriam um horizonte de eventos, ponto onde nada mais consegue escapar da intensa força gravitacional, gerando um paradoxo onde as leis da física, como as conhecemos, perdem o sentido.

Os buracos de minhoca não teriam esse problema, pois algo que foi capturado por um dos lados sairia em outro ponto sem problemas. As ondas gravitacionais, detectadas em 2015, poderiam não ser resultado da movimentação de dois buracos negros, mas sim de dois buracos de minhoca.

Cientistas da Bélgica e da Espanha divulgaram recentemente cálculos indicando que as ondas gravitacionais produzidas pela interação de ambas as estruturas seriam semelhantes; a diferença apareceria no eco gerado nos momentos finais.

Os equipamentos utilizados em 2015 para a detecção das ondas não eram potentes o suficiente para registrar esses ecos, mas os pesquisadores acreditam que isso é possível e esperam que essas informações sejam obtidas em um futuro próximo.

2. Emaranhado de cordas

Pode parecer estranho, mas no final essa alternativa tem sentido. Ela é baseada na teoria das cordas, que imagina cada partícula no Universo como uma pequena corda. Segundo ela, o que diferencia, por exemplo, um elétron de um próton é a frequência da vibração desses elementos. Nesse contexto, um buraco negro poderia ser imaginado como um grande emaranhado de “cordas”, mais semelhante a um planeta do que a um buraco.

Nessa proposição, caso você caísse nesse “emaranhado de cordas”, dificilmente perceberia. Alguns cientistas dizem que as “cordas” que compõem as partículas subatômicas do seu corpo se combinariam com outras, criando uma cópia sua na superfície do emaranhado. É até difícil imaginar alguém nessa situação.

3. Estrela de Bósons

Existe uma área da física que estuda as partículas fundamentais, elementos que não possuem nenhuma subestrutura. Enquanto estrelas ordinárias são compostas por férmions, que precisam se organizar de uma forma específica, o que identificamos como buracos negros seriam, na verdade, estrelas de bósons. Ao contrário dos férmions, os bósons conseguem se agrupar com uma força excepcional, criando uma única partícula chamada Condensado de Bose-Einstein.

Ele teria a forma de um donut transparente com uma força gravitacional intensa. Estruturas como essa já foram simuladas em laboratório e, segundo o teórico Steve Liebling, “estrelas de bósons poderiam imitar buracos negros, e poderíamos estar sendo enganados por elas”. A confirmação dessa proposição se daria também através da análise dos ecos de ondas gravitacionais.

4. Gravastar

A formação de um buraco negro acontece através do colapso de uma estrela, que tem sua massa concentrada em um só ponto, a chamada singularidade. A diferença dele para um Gravastar é que este geraria uma “matéria exótica” logo no início do processo, fato que impediria o colapso completo. O processo seria suficiente para configurar o que conhecemos como buraco negro, mas nesse caso sem o horizonte de eventos.

Também através da análise de ondas gravitacionais, Luciano Rezzolla, professor da Universidade Goethe, na Alemanha, não se mostrou muito otimista, pois os dados disponíveis atualmente indicam que a realidade não condiz com essa teoria.

5. Colapsos eternos de objetos magnetosféricos

Essa possibilidade foi levantada por alguns pesquisadores que, em 2006, faziam observações de um quasar. Esse tipo de objeto astronômico emite uma luz intensa, que se acredita ser gerada por um buraco negro voraz. Eles perceberam algo estranho quando a estrutura aparentou ter um campo magnético, algo incompatível com as condições encontradas.

Isso fez com que considerassem a ideia de objetos magnetosféricos entrando em colapso eternamente. Quando um objeto está nessa situação, se torna extremamente denso e quente, com a radiação que ele produz criando uma pressão externa que impede seu desmoronamento. Isso geraria uma enorme bola de plasma, que possui as características de um buraco negro.

Essa é mais uma hipótese sobre algo que ainda é um grande mistério, assim como foi até para as mentes mais brilhantes que já viveram. O assunto é complexo, e a obtenção de informações é tão complicada quanto; porém, com novas tecnologias essa questão está cada vez mais próxima de, pelo menos, algum direcionamento.

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