Experiência quer saber se microdoses de LSD podem trazer benefícios
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Experiência quer saber se microdoses de LSD podem trazer benefícios

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Imagine tomar sua pequena porção diária de LSD para sair de casa para trabalhar ou realizar quaisquer tarefas cotidianas. Esse cenário lisérgico digno de alguma pira nos anos 60, vem acontecendo com mais frequência que você imagina ultimamente e agora pesquisadores querem ter a certeza de que essa prática funciona como os defensores acreditam.

Bem, já há uma teoria antiga de que, se ingeridos na medida certa, os psicotrópicos podem agir de forma muito positiva no humor, criatividade e bem-estar — sem os efeitos de uma “bad trip”, a exemplo de ansiedade, paranoia, depressão e perda da percepção da realidade. O que mais pega nessa questão é saber até que ponto isso pode ser cientificamente comprovado, pois ainda há poucos estudo que possam dizer até que ponto a coisa funciona mesmo ou se trata apenas de um placebo.

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Com isso, a Beckley Foundation e o Imperial College London lançaram o primeiro levantamento aberto mundial sobre a microdose de LSD e os efeitos de placebo dessa práticas. Para isso, os cientistas buscam por voluntários, que, claro, vão ter que ingerir quantidades da droga para ajudar nas conclusões.

Como funciona o programa?

“Microdosar” até mesmo virou um verbo nessa área. Significa usar regularmente em torno de um décimo de dose de uma droga psicodélica. As mais comumente utilizadas são LSD, mescalina e psilocibina (ingrediente ativo dos “cogumelos mágicos”). A quantidade não é suficiente para se “sentir chapado” ou em uma “viagem astral de autodescoberta” como nas “viagens” convencionais. Mas muitas pessoas atribuem a essa prática um aumento na sensação de bem-estar e um grande impulso de vitalidade. Algumas dizem ter superado a depressão e outros distúrbios mentais.

O experimento acontece em um período de quatro semanas e exige que os participantes já tenham alguma experiência com microdosagem ou uso de psicotrópicos. As microdoses serão colocadas em cápsulas de gel não transparentes e vazias. Tantos os placebos (as cápsulas vazias) quanto as cápsulas com “recheio” serão preparadas da mesma maneira. “Assim, ao ingerir, os participantes não saberão se a cápsula contém uma microdose ou se apenas está vazia ”, explicam os pesquisadores, que poderão rastrear quais os recipientes com a droga.

Depois disso, os voluntários serão questionados diariamente sobre seu humor e terão que interagir com outros testes para medir seu desempenho cognitivo. Confira abaixo um vídeo de divulgação dessa experiência:

"Se encontrarmos efeitos promissores acima do placebo, então esses resultados podem ser usados ??para solicitar mais pesquisas em agências médicas e científicas", dizem os pesquisadores.

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