Cientistas  criam a primeira vacina para proteger abelhas de doenças
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Cientistas criam a primeira vacina para proteger abelhas de doenças

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As  abelhas são indispensáveis para o cultivo de alimentos, já que elas fertilizam três de quatro safras no mundo. Entretanto, nos últimos anos, elas têm sofrido com o “distúrbio do colapso das colônias”  fenômeno misterioso relacionado a ácaros, pesticidas, fungos, vírus ou alguma combinação desses fatores.

Em 2016, a ONU revelou que mais de 40% dos polinizadores invertebrados e 16,5% dos polinizadores vertebrados estão ameaçados. Mais de R$ 1,433 bilhões em alimentos dependem anualmente desses seres. Sem sua polinização, poderíamos viver uma crise alimentar global.

A ciência encontra uma possível solução 

Anteriormente, a vacinação de insetos era considerada inviável, porque eles não possuem anticorpos. Contudo, em 2014, Dalial Freitak notou que determinadas mariposas conseguem transmitir imunidade ao seus filhos alimentando-se de certas bactérias.

Eis que uma equipe na Universidade de Helsinque na Finlândia desenvolveu uma vacina para tornar abelhas mais resistentes. A pesquisadora Heli Salmela  que estava usando uma proteína chamada vitelogenina para tratar as abelhas  e Freitak uniram forças. A dupla conseguiu criar uma vacina para a “Loque Americana”, a doença bacteriana mais grave e global até então.

O tratamento é dado à abelha-rainha por meio de um pequeno floco de açúcar. Assim, todos os seus descendentes adquirem imunidade.

Acredita-se que não só as doenças, mas também os pesticidas e a agricultura intensiva colaboraram para esse fenômeno. A equipe afirma que a vacina fortalecerá esses insetos inclusive em relação às outras ameaças.

Ademais, muito sucesso tem sido obtido no levantamento de fundos para comercializar a vacina. Freitak afirma que, apesar disso, ainda existem diversos obstáculos e que uma estimativa de 4 a 5 anos para a comercialização é bem otimista.

A equipe, antes em Helsinque, contava com financiamento externo. A partir do próximo ano, porém, as pesquisas terão continuidade na Universidade de Graz, localizada na Áustria. 

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