Tartaruga mais antiga conhecida tinha câncer maligno nos ossos
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Tartaruga mais antiga conhecida tinha câncer maligno nos ossos

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Décadas de pesquisa sobre câncer já mostraram que a doença é extremamente antiga entre os seres vivos e que cada animal tem uma propensão diferente para desenvolvê-la. Recentemente, pesquisadores descobriram que a Pappochelys rosinae, ancestral das tartarugas que conhecemos, pode estar entre as espécies que mais sofreram com tumores ao longo da evolução.

Paleontólogos e médicos de três países uniram forças para diagnosticar um fóssil de cerca de 240 milhões de anos. Em uma inspeção morfológica e microtomográfica no fêmur do animal por conta de uma protuberância anormal, foi identificado um osteossarcoma periosteal: um tipo maligno de câncer nos ossos.

A pesquisa, publicada na revista médica estadunidense JAMA Oncology, sugere que o crescimento celular descontrolado “ocorreu já no período Triássico e que o câncer não é um defeito fisiológico moderno, mas sim uma vulnerabilidade profundamente enraizada na história evolutiva dos animais vertebrados”.

A importância dessa descoberta

Os pesquisadores ainda não sabem se a Pappochelys rosinae sofreu com outros tipos de câncer enquanto caminhava sobre a Terra. Como os tecidos moles dos organismos dificilmente são preservados em registros fósseis, os profissionais só são capazes de analisar os restos mortais que resistiram à ação da natureza e, é claro, do tempo.

No entanto, dedicar tempo ao estudo das patologias que aparecem em fósseis ajuda os cientistas a compreender em que momento da história elas surgiram, apontando caminhos para a cura das doenças que conhecemos. Entretanto, a equipe que investigou a tartaruga ainda não sabe dizer se ela tinha os mesmos genes que causam o câncer em seres humanos nem se ela morreu disso.

O primeiro exemplar de Pappochelys rosinae foi encontrado em 2013 no que costumava ser um lago na região sudoeste da Alemanha. A espécie é considerada um possível elo perdido na evolução das tartarugas, já que não tinha carapaça para proteger o corpo e era mais parecida com os iguanas atuais.

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