Telescópio Hubble detecta tempestades em Urano e Netuno

Telescópio Hubble detecta tempestades em Urano e Netuno

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Diversos objetos se transformam à medida que se movem ao redor do Sol. Um bom exemplo disso é a Terra, que experimenta as estações do ano e os fenômenos climáticos. Recentemente, o telescópio Hubble descobriu algumas características específicas de Urano e Netuno.

Nos últimos anos, o Hubble coletou informações sobre o vórtice polar de Urano e detectou uma tempestade negra em Netuno. A descoberta desses fenômenos metereológicos só foi possível graças ao Outer Planet Atmospheres Legacy, um projeto dedicado a entender mudanças nos dois planetas em longo prazo.

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O vórtice polar de Urano

O vórtice de Urano parece uma nuvem brilhante que cobre o Polo Norte inteiro. Cientistas acreditam que essa característica única é consequência da inclinação extrema do planeta. Aliás, por conta dela o Sol incide quase que diretamente sobre a parte de cima dele durante o verão.

Urano também conta com uma nuvem compacta de metano congelado perto da borda da calota polar e uma fina faixa de nuvens ao norte da Linha do Equador. Os cientistas não entendem como essas características persistem, já que o planeta sofre com ventos extremamente violentos.

A tempestade negra de Netuno

O Hubble detectou a última tempestade negra de Netuno em setembro de 2018. Essa é a sexta vez que os pesquisadores registram tal fenômeno no planeta mais distante do Sistema Solar; até o momento, duas foram detectadas pela sonda Voyager 2 e quatro pelo famoso telescópio.

A tempestade negra tem impressionantes 11 mil quilômetros de diâmetro e é acompanhada por nuvens brancas brilhantes, que são formadas pelo processo de congelamento do metano e, em seguida, empurradas para cima pelo grandioso vórtice.

Os dois planetas foram apelidados de gigantes gelados por estarem entre os maiores do Sistema Solar e terem sido formados por muitos compostos congelados. No entanto, a quantidade de sólidos voláteis no interior deles é extremamente pequena agora.

O metano – que, como vimos, está presente na atmosfera de ambos – dispersa a luz do Sol de volta para o espaço e faz com que eles tenham os tons azulados e esverdeados pelos quais são amplamente conhecidos. Basicamente, é por causa dele que ver imagens de Urano e Netuno é sempre um espetáculo.

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