Adeus, Flavia! Elefanta mais triste do mundo morre após 43 anos de solidão
5.797
Compartilhamentos

Adeus, Flavia! Elefanta mais triste do mundo morre após 43 anos de solidão

Último Vídeo

Flavia, uma elefanta asiática de 47 anos conhecida como "a elefante mais triste do mundo", morreu na última sexta-feira (1º de março). Flavia passou a ser chamada dessa forma por passar 43 anos em um zoológico em Córdoba, na Espanha, totalmente isolada da sua espécie. De acordo com o jornal espanhol The Local, o elefante indiano foi retirado da natureza aos três anos de idade e levado para o zoológico de Córdoba e desde então, foi mantido isolado.

Segundo a administração do zoológico, há seis meses a saúde Flavia vinha se deteriorando, o que inclui perda de peso e depressão. No dia 1º de março, o animal desmaiou e foi sacrificado após não conseguir se levantar. 

Em vídeo, o zoológico de Córdoba lamentou a perda de Flavia e prestou uma homenagem à elefanta. "Em 1º de março de 2019, Córdoba acordou com a triste notícia da morte de nosso amado elefante, Flavia. Com este vídeo, queremos prestar homenagem por ter nos acompanhado por mais de 40 anos ensinando-nos a cuidar de suas espécies, seu habitat e o meio ambiente nas mãos

Durante os anos em que Flavia passou no Zoológico de Córdoba, diversos grupos de defesa dos direitos dos animais fizeram lobby para que o elefante fosse transferido para um local em que pudesse interagir novamente com a sua espécie. Um desses grupos foi o  PACMA (Partido Animalista Contra o Maltrato Animal, em tradução livre), que vinha conversando com o zoológico no último ano, em uma tentativa de levar Flavia a um santuário, na esperança de reverter seu quadro de saúde. "Flavia tinha quase a mesma idade que eu e durante os meus 45 anos de vida consegui ter todos os tipos de experiências e relacionamentos. Viajei, aproveitei os meus passatempos e desfrutei de tempo de qualidade com os meus entes queridos. Flavia foi impedida. Durante todos aqueles anos, ela esteve sozinha e em cativeiro no zoológico de Córdoba. Esperamos que nenhum animal passe por isso novamente”, disse a presidente do PACMA, Silvia Barquero. 

Na natureza, os elefantes podem viver o dobro do tempo que os animais em cativeiro, em parte devido aos importantes laços familiares e ao amplo território disponível. Pesquisadores acreditam que a obesidade e o estresse provavelmente contribuem para a morte prematura de elefantes cativos.

Você sabia que o Megacurioso está no Instagram, Facebook e no Twitter? Siga-nos por lá.