Depois de mais de 40 anos, cientistas descobrem nova espécie de sanguessuga

Depois de mais de 40 anos, cientistas descobrem nova espécie de sanguessuga

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Sanguessugas que estavam, há décadas, em corpos de água doce e coleções de história natural foram, finalmente, “descobertas” após uma análise mais minuciosa de cientistas americanos. A “nova” espécie foi descrita no Journal of Parasitology. Mas, o animal não é tão novo assim. Segundo a zoóloga pesquisadora e curadora de vermes parasitas do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian, em Washington, eles estavam aqui o tempo todo.

A Macrobdella mimicus vive em zonas úmidas de água doce da Georgia a New York e divide espaço com a Macrobdella decora, outra sanguessuga medicinal norte-americana. A vasta distribuição da M. decora inspirou os cientistas a investigar melhor a variação genética dentro da faixa de ocupação. "A ideia de que isso é tudo a mesma sanguessuga parecia quase suspeito", diz Phillips.

Em 2015, pesquisadores mergulharam em um pântano no leste de Maryland e coletaram sanguessugas cor de laranja e verde oliva. Os testes genéticos realizados revelaram que o DNA era bem diferente da M. decora. Além disso, Sebastian Kvist, biólogo evolucionário e curador associado de invertebrados no Royal Ontario Museum, encontrou resultados surpreendentes ao sequenciar mais genomas de espécimes. “Não se parecia com nenhum dos outros. Quando vi a disparidade no DNA, achei que algo deveria estar errado. Eu pensei que tinha cometido um erro”, explica. Ao refazer os testes, descobriu que estava diante de uma espécie geneticamente distinta. A equipe encontrou ainda uma diferença sutil no arranjo de múltiplos poros reprodutivos das espécies.

Essa nova espécie de sanguessuga estava realmente aqui o tempo todo. Ao visitar o Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte, a coleção de Macrobdella decora acabou se provando ser, na verdade, de Macrobdella mimicus. Em Long Island, um espécime de 1937, na coleção de parasitas do Smithsonian, também pertence à nova espécie. Segundo as coleções do museu, há espécimes históricos da sanguessuga que datam de mais de 82 anos. "Não é algo novo que apareceu. Está aqui o tempo todo ”, diz Phillips.

A descoberta marca a primeira sanguessuga medicinal norte-americana descrita em mais de quatro décadas. A equipe de pesquisa garante que continuarão à procura de espécies de sanguessugas negligenciadas na América do Norte.

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