Camada de ozônio pode estar completamente reparada em 2050

Camada de ozônio pode estar completamente reparada em 2050

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Apesar das queimadas que ameaçam todo o ecossistema, a notícia da vez é boa: de acordo com a agência ambiental das Nações Unidas, o buraco na camada de ozônio está em seu menor tamanho em décadas. As informações da mais recente avaliação científica são de que desde 2000, a taxa de recuperação em algumas partes da camada está entre 1% e 3% a cada 10 anos, assim, a projeção é de que até 2030 a camada de ozônio no Hemisfério Norte esteja completamente reparada e a do Hemisfério Sul em 2050.

Região da estratosfera da Terra que ajuda a proteger o planeta de raios ultravioletas nocivos do Sol, a camada de ozônio vinha sendo destruída devido ao uso excessivo de produtos químicos, como solventes manufaturados. Mas, segundo dados recentemente divulgados pelo Serviço de Monitoramento de Atmosfera Copernicus (CAMS), o ozônio está se comportando de maneira “muito incomum”. Os meteorologistas têm previsto que o buraco está no caminho para ser o menor na Antártica dos últimos 30 anos. “Nossas previsões mostram que ele permanecerá pequeno e esperamos que o buraco no ozônio este ano seja um dos menores que vimos desde meados da década de 1980", disse Antje Inness, cientista sênior do CAMS.

Foto: Copernicus Atmosphere Monitoring Service/ECMWF

O buraco na camada de ozônio foi descoberto em 1985 e, em 1987, a União Europeia e outros 196 países assinaram o Protocolo de Montreal, assumindo a responsabilidade de eliminar gradativamente a produção de quase 100 substâncias responsáveis pela destruição do ozônio. O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), António Guterres, ressaltou a importância do apoio global para o sucesso do Protocolo de Montreal. Essa foi a única ação nas Nações Unidas a englobar todos os Estados Membros. “Devemos lembrar que o Protocolo de Montreal é um exemplo inspirador de como a humanidade é capaz de cooperar para enfrentar um desafio global e um instrumento fundamental para enfrentar a crise climática de hoje", salientou.

O mundo passa por mais uma crise climática e ações destrutivas do meio ambiente, como as queimadas dos últimos meses. A notícia de que a camada de ozônio pode se recuperar serve de lembrete que com ações amplas e esforço global, é possível reverter alguns quadros que podem ser devastadores para o planeta.

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