NASA descobriu vida em Marte nos anos 1970, afirma ex-cientista

NASA descobriu vida em Marte nos anos 1970, afirma ex-cientista

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O ex-cientista da NASA Gilbert V. Levin afirmou que a agência espacial americana encontrou prova de vida em Marte nos anos 1970, durante a missão que levou as duas sondas Viking até lá. A informação foi divulgada no artigo assinado por ele e publicado na revista Scientific American, na última terça-feira (15).

No texto, o engenheiro e principal investigador da Viking relata que a descoberta aconteceu após a realização do teste Labeled Release (LR) em material coletado no Planeta Vermelho. No dia 30 de julho de 1976, a equipe recebeu os primeiros resultados enviados pela sonda e ficou surpresa: eles indicaram a detecção de respiração microbiana no solo marciano.

Imagem da Viking em Marte, em 1976. (Fonte: NASA/JPL)

À medida que o experimento prosseguia, outros quatro resultados positivos foram encontrados, inclusive vindo da outra nave que pousou em um local distante 6 mil quilômetros em relação à primeira.

De acordo com Levin, todos os resultados positivos da presença de vida em Marte tinham curva de dados parecidos com as análises da investigação da presença de bactérias no solo terrestre. Para ele, isso era a prova da existência de vida microscópica no solo marciano.

Por que a NASA não prosseguiu com os testes?

Empolgada com a descoberta, a equipe da NASA fez, então, uma análise molecular para detectar matéria orgânica, a essência da vida. Porém, os resultados deram negativo e a agência concluiu que o material coletado era uma substância que imitava a vida.

Com isso, a agência abandou a pesquisa, atitude criticada por Gilbert Levin em seu artigo. Segundo ele, a agência não realizou mais nenhum teste de detecção semelhante ao de 1976, mesmo tendo enviado várias missões ao Planeta Vermelho em busca de vida alienígena.

A Viking foi o primeiro artefato humano a pousar em outro planeta. (Fonte: NASA/JPL)

Seguindo outro caminho, ela optou por lançar missões com o objetivo de encontrar um habitat propício à vida e, se algo fosse achado, trazer amostras para análise na Terra.

Para ele, trata-se de um erro cometido pela NASA, ainda mais que ela está perto de levar os primeiros astronautas a Marte. Tal atitude os colocaria em risco caso realmente exista vida microscópica por lá, demandando um grande esforço para não expô-los aos possíveis microorganismos.

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