Governo deve liberar cruzeiros em Fernando de Noronha

Governo deve liberar cruzeiros em Fernando de Noronha

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Gilson Machado Neto, presidente do Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur), anunciou que será liberada a entrada de cruzeiros marítimos no arquipélago de Fernando de Noronha. A área é composta por 21 ilhas e considerada um dos ecossistemas nacionais mais sensíveis de biodiversidade. Atualmente, ela é administrada com muito rigor, e o governo pernambucano afirmou que esta decisão irá causar grandes impactos na infraestrutura do local.

A confirmação desta liberação veio de um vídeo que está circulando pelas redes sociais, onde Machado afirma que Noronha é um dos locais com “maior vocação do mundo para mergulho de contemplação”. No mesmo vídeo, o senador Flávio Bolsonaro diz que a Embratur está “desatando os nós dessa legislação para permitir que esses segmentos também sejam muito melhor explorados pelo nosso país”.

Quais seriam os impactos dessa decisão?

(Fonte: ESDomingos - Pixabay/Reprodução)

Atualmente, os barcos com autorização para atracar em Noronha são aqueles com capacidade de 150 a 200 passageiros, mas a decisão atual abrirá o arquipélago para navios de grande porte, com cerca de 600 ocupantes, além de criar “recifes artificiais” que servirão como atrações de mergulho.

José Bertotti, secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, afirmou em uma nota que “Fernando de Noronha é um patrimônio natural da humanidade, as 21 ilhas do arquipélago abrigam uma biodiversidade única e não podem ser alvo do modelo de turismo predatório sugerido no vídeo publicado pelo senador Flávio Bolsonaro e pelo presidente da Embratur, Gilson Machado”.

A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco também ressaltou que o local possui uma capacidade limitada para receber visitantes, e as consequências de colocar mais de 600 pessoas dentro do Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha podem ser preocupantes.

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