Após ação de caçadores, apenas uma girafa branca resta com vida

Após ação de caçadores, apenas uma girafa branca resta com vida

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Em matéria publicada no Daily Star, foi confirmado que guardas florestais da reserva ambiental de Ishaqbini Hirola, em Ijara, no leste do Quênia, encontraram dois corpos abatidos de raras espécimes de girafas brancas. Dessa maneira, apenas um animal dessa variação ainda existe de acordo com estudiosos, decretando a porta da extinção à população do mamífero. 

Segundo a notícia, um dos animais mortos era a única girafa branca fêmea que ambientalistas sabiam existir. Ela foi encontrada perto do cadáver de seu filhote (com cerca de 7 anos de idade), aparentemente mortos há 4 dias. "É um dia muito triste para a comunidade de Ijara e para todo o Quênia", disse Mohammed Ahmednoor, gerente de Conservação da reserva, em entrevista ao Daily Star. "A sua morte é um golpe nas medidas tomadas pela comunidade para conservar espécies raras e únicas e um alerta para o apoio contínuo aos esforços de conservação", ele acrescentou.

Por enquanto, a Kenya Wildlife Society — um dos principais órgãos de preservação de espécies animais e de defesa contra ameaças ilegais do leste africano — está investigando os assassinatos, ainda sem conseguir identificar os responsáveis e o motivo para tamanha barbárie. A extinção da espécie resulta um forte golpe sofrido pelo meio ambiente da região, além de causar severas consequências às atividades turísticas locais.

Sobre as girafas brancas

Conhecidas pelos grandes órgãos ambientalistas e entusiastas de vida animal em 2016, quando foi divulgado um registro em imagem da presença das girafas brancas em território africano. Acredita-se que a rara coloração da pele é resultado de um tipo especial de leucemia, condição que inibe a pigmentação dos tecidos e fornece coloração branca a animais que apresentam cores diferentes. Apesar dos sintomas semelhantes, a leucemia difere do albinismo no aspecto da visão, já que as cores dos olhos não perdem a pigmentação e, em grande parte, não são fotossensíveis. 

(Fonte: Hirola Conservation Program/Reprodução)

Segundo informações da Africa Wildlife Foundation, a caça às girafas continua intensa, especialmente envolvendo o comércio de peles e adornos. Nos últimos 30 anos, a espécie perdeu mais de 40% de sua população.

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