Pinguins usam chinelo em tratamento inovador no Paraná

A equipe do Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de Saúde de Fauna Marinha (CReD) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) está testando um tipo de tratamento inovador para pinguins em fase de recuperação: o uso de chinelos. 

Seis pinguins estão usando chinelinhos para proteger os pés durante tratamento (Fonte: LEC/UFPR/Divulgação)
Seis pinguins estão usando chinelinhos para proteger os pés durante tratamento (Fonte: LEC/UFPR/Divulgação)

Como o CReD recebe vários pinguins debilitados ao longo do ano, via Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), eles acabam ficando muito tempo fora da água em virtude dos tratamentos de recuperação. De acordo com a bióloga e coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) e do PMP-BS/UFPR, Camila Domit, isso pode causar alguns problemas nos pés das aves. “Alguns desses animais acabam passando muito tempo em cativeiro, no processo de reabilitação, e podem desenvolver doenças nos pés, denominadas de pododermatites, por ficarem longos períodos fora da água”. 

Chinelo inovador

Além de tentar manter os animais o maior tempo possível na água e preparar o ambiente deles com piso diferenciado e seixos rolados, o uso dos chinelos desenvolvidos pela equipe previne o ressecamento nos pés das aves e já mostra resultados positivos. “Alguns pinguins chegam extremamente debilitados e demandam mais tempo para aprenderem a comer e a nadar sozinhos novamente. Por isso fazemos alguns testes para reduzir as consequências de longos períodos em cativeiro. Um deles é essa espécie de chinelinho, que deixa os pés dos pinguins mais fofinhos quando estão fora da água”, explica a bióloga.

O protótipo foi desenvolvido pela equipe da UFPR (Fonte: LEC/UFPR/Divulgação)
O protótipo foi desenvolvido pela equipe da UFPR (Fonte: LEC/UFPR/Divulgação)

Os chinelos estão sendo testados em seis pinguins que estão em tratamento desde setembro e outubro. Eles são considerados retardatários, pois chegaram ao litoral paranaense após o término do inverno. Por estarem mais debilitados, precisarão de um tempo maior de tratamento e devem passar um período mais longo em cativeiro.

O LEC UFPR é responsável pelo monitoramento e avaliação de animais encalhados no Trecho 6, que abrange os municípios de Guaratuba e Guaraqueçaba (PR). O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é dividido em 15 trechos, que  compreendem a faixa litorânea desde Laguna (SC) até Saquarema (RJ). 

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