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Quem inventou a escala Fahrenheit e por que ela é tão estranha?

Se um dia você viajou para os Estados Unidos, deve ter encontrado certa dificuldade para entender as temperaturas exibidas nos termômetros locais. O motivo disso é que os norte-americanos utilizam a escala Fahrenheit (ºF) como o principal sistema de medição de temperatura, em vez da escala Celsius (ºC) usada no Brasil.

Para quem não está acostumado com esse tipo de medida, é compreensível que ela cause certo tipo de estranhamento em um primeiro momento. Além de não fazer parte do sistema métrico global, a escala Fahrenheit utiliza números diferentes para determinar a temperatura de fusão e ebulição da água do que aprendemos no colégio. Então, vamos entender um pouquinho mais sobre como ela funciona!

Criação da escala Fahrenheit

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay/Reprodução)

O modelo Fahrenheit foi proposto pela primeira vez pelo físico alemão Daniel Gabriel Fahrenheit em 1724, que definiu 32 ºF como a temperatura exata para a água congelar. No início do século XVIII, a definição de 0 ºF surgiu como um cálculo preciso baseado em escolhas do autor para estabelecer pontos fixos de temperatura.

Sendo assim, a escala teria como foco três pontos notórios de temperatura: o do congelamento da água, o da temperatura corporal humana e a do ponto mais frio em que ele poderia resfriar repetidamente uma solução de água, gelo e cloreto de amônio. 

Segundo alguns historiadores, Fahrenheit teria se baseado no sistema do dinamarquês Ole Christensen Roemer para definir seus pontos de estudo. Na visão de Roemer, o sal congelaria em 0 ºR, a água em 7,5 ºR, a temperatura corporal seria de 22 ºR e o ponto de ebulição da água seria 60 ºR.

Temperatura angular

(Fonte: Pixabay)(Fonte: Pixabay/Reprodução)

Se Fahrenheit baseou-se em Roemer, por que a escala do dinamarquês só abordava números de 0 a 60? Primeiramente, um dos motivos possíveis era porque o pesquisador simplesmente não considerava usar temperaturas negativas como parte de sua métrica. Sendo assim, 0º seria a temperatura mais alta de sua escala.

No caso da temperatura de ebulição, Roemer era acostumado a trabalhar com números angulares e, portanto, 60º parecia algo mais familiar. A partir desses princípios, Daniel Fahrenheit realizou seus próprios cálculos e desenvolveu o termômetro mais preciso que o mundo já tinha visto até então.

Por achar a distância entre um grau Roemer e outro muito grande, o físico alemão decidiu expandir sua classificação. Após diversos reajustes, ficou definido que a temperatura de ebulição seria 212 ºF, a temperatura de fusão da água seria de 32 ºF e a temperatura normal do corpo humano de 90 ºF. 

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