4 sinais de quando você não deve acreditar em um estudo científico
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4 sinais de quando você não deve acreditar em um estudo científico

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Se você é do tipo que não acredita em tudo o que vê e ouve por aí — e checa todas as informações em detalhe para comprovar a sua veracidade —, você está coberto de razão. Afinal, de acordo com Oisin Curran, do portal How Stuff Works, não é porque os cientistas ficam trancados em seus laboratórios conduzindo experiências mirabolantes que eles devem se livrar de ter seus trabalhos avaliados com ceticismo!

Na verdade, os pesquisadores não estão isentos de escrever e defender bobagens e, apesar de parecer difícil contestar análises científicas, existem alguns indícios que podem ajudar você a identificar um estudo pouco confiável. Confira 4 sinais a seguir:

1 – Ele é recente demais

Quase todos os dias ficamos sabendo de novas substâncias que podem prevenir o surgimento de doenças como o câncer — ou que ajudam a emagrecer, por exemplo. Entretanto, segundo Curren, antes de sair em busca desses produtos milagrosos e fazer um estoque em casa, o melhor a fazer é esperar para conferir se sua eficácia realmente se sustenta com o passar do tempo.

Conforme explicou, é comum que as pessoas fiquem muito excitadas com os resultados promissores de um estudo que ainda é recente demais para ter sido verificado por outros pesquisadores. Assim, depois de ouvir a respeito de alguma cura ou medicamento extraordinário, espere um par de anos antes de comemorar de verdade.

2 – Ele não pode ser repetido

Curran alerta que, no caso de você se deparar com um estudo cujos resultados não podem ser replicados por outros pesquisadores, duvide. Na verdade, um dos princípios fundamentais de uma pesquisa científica confiável é o fato de ela poder ser repetida por outras equipes — e apresentar sempre a mesma conclusão —, já que, do contrário, isso significa que o trabalho não pode ser validado.

O mais interessante — ou preocupante — é que muitos estudos caem nessa categoria, e um time de 270 pesquisadores do Center for Open Science, uma organização sem fins lucrativos focada em conferir a integridade, a clareza e a reprodutibilidade de experimentos científicos, pôs à prova 100 trabalhos publicados da área de psicologia, determinando que os resultados de mais da metade deles não podia ser reproduzida.

3 – Ele traz apenas os resultados relevantes

Imagine que, durante um experimento com ratinhos de laboratório sobre um novo medicamento, uma parte do grupo que recebeu a droga morre — mas você omite essa informação para privilegiar os resultados positivos. Isso é errado, não é mesmo? Pois esse tipo de coisa acontece — e o pior é que acontece com bastante frequência.

Segundo Curran, um caso que ilustra essa situação foi um estudo conduzido para testar a eficácia de um remédio para prevenir o AVC no qual os pesquisadores dividiram 20 ratos em dois grupos e deram a droga apenas para a metade dos animais.

Dos 10 bichinhos que receberam o medicamento, três acabaram morrendo de derrame, mas os cientistas acharam que esse dado não fazia muita diferença e deixaram a informação de fora da pesquisa. Por sorte, o cientista que fez a revisão do trabalho não só incluiu os ratos mortos no estudo, como determinou que esse elemento provava que a droga podia ser mais prejudicial do que benéfica.

4 – Ele contradiz todos os demais estudos

Nem sempre é o caso, mas, quando surge um estudo que parece ir contra 99,9% das pesquisas que existem sobre determinado tema, pode ficar com a “pulga atrás da orelha”. Aliás, de acordo com Curren, tente descobrir quem está financiando o cientista que resolveu propor uma ideia que diverge de todas as demais.

Quer um exemplo? Willie Soon é um dos poucos pesquisadores que existem por aí que alegam que os humanos não têm qualquer responsabilidade sobre o aquecimento global. E a opinião dele chegou a ganhar certa notoriedade, já que Soon é cientista da respeitada instituição Centro de Astrofísica Harvard–Smithsonian.

No entanto, boa parte da verba que o cientista recebe para conduzir seus estudos vem da Exxon Mobil e do Instituto Americano de Petróleo. Portanto, por mais que Soon garanta que os patrocinadores de suas pesquisas não exerçam qualquer influência sobre os resultados, é difícil de acreditar, não é mesmo?

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