Veja como ficar um mês sem beber refrigerante transformou o meu ano de 2015
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Veja como ficar um mês sem beber refrigerante transformou o meu ano de 2015

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Mais um ano chegando ao fim e é a hora de fazer um balanço das coisas boas e ruins que aconteceram. Ao contrário de muita gente que anda reclamando nas redes sociais, o meu 2015 foi excelente! E um bom tanto das coisas legais que me aconteceram tem relação direta com meu trabalho aqui no Mega Curioso.

Eu normalmente sou uma pessoa mais positiva, que tenta evitar que os problemas do dia a dia me afetem mais do que o mínimo que eles merecem. Isso acaba criando um ótimo escudo de autoestima, paciência e tranquilidade. Mas também cria um certo comodismo e preguiça de mudanças – afinal, por que mexer em algo que está dando certo?

Quando comecei aqui no Grupo NZN, passei pela revisão de textos e pelo site Em Resumo até me encontrar no Mega. O fato de morar com uma das redatoras mais antigas daqui, a Daiana Geremias, fez com que eu já me sentisse íntimo do linguajar e das particularidades do site muito antes de começar a escrever para ele. Foi justamente a Daia que resolveu meter o bedelho na minha rotina e me lançar um desafio: ficar um mês sem tomar refrigerantes.

Um mês sem um dos maiores amores da vida? Ok!

Pequenas mudanças...

Acredito que isso possa parecer muito simples para muitos de vocês, mas para mim foi um pouquinho complicado de aceitar essa ideia. Minha dieta era à base de Coca-Cola e guaraná. Eu tomava tranquilamente 2 litros de refrigerante por dia e achava isso normal. Como eu disse: já que é bom, por que mudar?Justamente para mostrar que pequenas mudanças podem trazer grandes revoluções.

Essa frase de autoajuda é mais do que válida porque parar de tomar refrigerante por um mês me trouxe benefícios muito além de uma dieta mais saudável. Isso acabou desencadeando uma série de mudanças que vão fazer bem para minha saúde em longo prazo, e eu estou adorando!

E de fato: nunca dei muita bola para minha saúde. Tratava uma gripe aqui e outra ali, mas poucas vezes como neste ano parei para pensar no meu corpo como uma máquina que precisa de manutenção cuidadosa. Não pensem que era falta de conhecimento: aqui mesmo no Mega eu já escrevi sobre o que acontece com o seu corpo ao tomar refrigerante.

Por que parou? Parou por quê?

Acontece que, quando temos hábitos poucos saudáveis, nós sabemos que eles são ruins, mas, enquanto não estiverem nos afetando, nós vamos levando, não é mesmo? Outro grande problema meu, por exemplo, é que sou fumante. Sei que é péssimo. Sei dos malefícios, mas até agora não tive problemas reais com o cigarro além de algumas camisetas queimadas, então por que parar?

O mesmo era com refrigerante: por que parar? Bebi a vida toda e nunca tive problemas com obesidade, por exemplo. Pelo contrário, sempre fui muito magro. Quando beirei os 30 anos, uma barriguinha apareceu, mas sempre tem quem goste, não é? Só que resolvi aceitar o desafio da Daia e falei que ficaria um mês sem tomar nada para escrever um texto para o Mega.

Isso foi entre agosto e setembro. Até agora não havia escrito este texto por dois motivos: queria realmente sentir que algo mudou e queria ver que outras mudanças viriam acopladas a esse pequeno desafio. Viciado em refrigerantes, achei que seria muito mais difícil do que foi. Tirei de letra esse primeiro mês! As mudanças começaram a aparecer.

Quero dedicar essa vitória à minha força de vontade

Outras transformações

Mudando um pouco de assunto: há anos eu me incomodava com um fungo em uma unha do pé. É nojento, eu sei, mas só fui dar mais atenção a isso quando passei a me policiar com minha saúde. Ao parar de tomar refrigerantes, resolvi que era hora de buscar uma solução para esse outro probleminha – que na mesma época se transformou em um problemão, afetando outras unhas e o pé como um todo.

Exercícios físicos? Jamais. Nunca fui um bom atleta e sempre preferi empurrar com a barriga qualquer ideia de esforço. Na onda de mudanças, resolvi que também era hora de acabar com isso. A barriguinha dos 30 anos não iria sumir da mesma maneira que apareceu e eu entrei em uma academia – e quem me conhece sabe do meu pavor desse tipo de lugar! Não pensem que entrei nessa puramente por uma questão estética; o que pensei mesmo foi na saúde.

Tenho tentado ter uma alimentação melhor há alguns anos, mas continuava abusando do sal, por exemplo. Essa foi outra mudança que fui me impondo desde que passei a evitar o refrigerante: usar menos sal e menos açúcar em tudo o que eu como. E tem me feito um bem danado, viu?

Um retrato dos meus 20 e poucos anos

E como foi ficar sem refrigerante?

Olha só, foi moleza! E não pensem que não tive tentações: viajei no feriadão da Independência com meus pais para o litoral e nem avisei que havia cortado o refrigerante. Confesso que bebi meio copo de Coca-Cola na terceira semana do desafio, mas só porque senti que já estava internalizando muito bem a ideia de ficar sem isso e sabia que estava passando por uma grande transformação.

Eu troquei a bebida por sucos e descobri uma infinidade de sabores! Vocês sabiam que é possível colocar gengibre em um suco delicioso? Até deram o nome de detox para isso, apesar de eu tomá-lo mais pelo sabor do que pelos seus supostos benefícios. Também passei a tomar mais água, que era uma coisa que eu passava muitos dias sem.

Ficar sem refrigerante parece que foi muito mais fácil do que ficar sem falar nada, que foi o que o Igor fez e relatou aqui no Mega também. Ainda assim, isso me trouxe benefícios que vão além de um textão. A experiência mostrou para mim que é possível, sim, mudar a própria rotina com pequenas atitudes.

Vai um suquinho aí?

Resultados

Depois do mês do desafio, eu até voltei a beber refrigerantes, só que é tão pouco que nem parece que um dia já fui viciado. Eu resolvi que isso não se tornaria um tabu e eu beberia sempre que quisesse. A questão é que eu não quero! Legal, né?

Além disso, o click mental que isso me deu para dar mais atenção à minha saúde é algo que não tem preço. Continuo tratando das minhas unhas (e isso ainda vai longe, de acordo com minha dermatologista), faço academia pelo menos três vezes por semana (e tenho meta de que se torne algo diário em 2016) e tenho me sentido muito melhor comigo mesmo.

O sono melhorou, a disposição melhorou e a autoestima que já era boa está nas alturas. Claro que ainda existe muita coisa que pode e vai ser melhorada. Quem sabe não escrevo ano que vem um texto sobre como parei de fumar... Talvez essa seja a minha fronteira final rumo aos 40 anos com corpitcho de 20.

E que venha 2016!

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