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Você já reparou que, quando passa o dia ocupado com alguma atividade que requer muita atenção ou raciocínio, você se sente fisicamente exausto, como se tivesse passado horas se exercitando? Mas será que, além da cuca, você também está queimando calorias? De acordo com o pessoal do site Scientific American, não necessariamente.

Segundo a publicação, o peso do nosso cérebro corresponde, em média, a apenas 2% do nosso peso corporal. Entretanto, todas as atividades que ele comanda exigem 20% de toda energia que o nosso organismo inteiro necessita para manter todos os órgãos em funcionamento, sem contar qualquer tipo de atividade física.

Apesar dessa quantidade de energia — chamada de taxa metabólica basal — variar de pessoa para pessoa (ela depende da idade, sexo, peso etc.), se considerarmos, por exemplo, que o nosso organismo queima, em média, 1,3 mil calorias só para manter os órgãos funcionando, isso significa que 260 delas são utilizadas apenas pelo nosso cérebro.

E quando temos que pensar muito, gastamos mais calorias?

De acordo com o artigo, responder a essa pergunta é um pouco complicado. Infelizmente, apesar dos inúmeros estudos realizados sobre esse tema, nenhum dele foi capaz de oferecer uma conclusão definitiva. Pode ser que o cérebro até queime mais calorias, porém...

Ao avaliar diversas pesquisas, parece ficar evidente que, quando executamos uma tarefa intelectualmente desafiadora por prazer, essa atividade faz com que nos sintamos mentalmente estimulados. Por outro lado, quando somos obrigados a executá-las, principalmente quando sabemos que se tratam de tarefas difíceis e cansativas, nos sentimos estressados e fatigados. O cansaço, na verdade, começa nas nossas mentes.

E mais: um dos estudos concluiu que quando nos esforçamos muito mentalmente, muitas vezes acabamos ingerindo mais calorias, não necessariamente porque tenhamos gastado mais energia pensando, mas porque o ato de comer nos faz sentir reconfortados, especialmente devido ao estresse emocional ao qual fomos submetidos.

Fontes: Scientific American, Gizmodo e PublMed